Bomba atinge oleoduto do campo líbio de El Sarir

Uma bomba explodiu neste sábado em um oleoduto que liga o campo de El Sarir, na Líbia, ao porto de Hariga, interrompendo o fluxo de petróleo em um momento em que a nação africana, que é membro da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), luta para restaurar as exportações em meio a um conflito.

REUTERS

14 de fevereiro de 2015 | 10h51

A Líbia padece de um confronto entre facções rivais, com dois governos comandando suas próprias forças armadas e Parlamentos separados, quase quatro anos após a Guerra Civil derrubar o presidente Muammar Gaddafi.

Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque deste sábado, mas a infraestrutura de petróleo, portos e oleodutos são frequentemente alvos de ações.

O supervisor do terminal de petróleo do porto de Hariga, Rajab Abdulrasoul, disse à Reuters que a bomba explodiu por volta das 5 horas (horário local), quilômetros ao norte do campo de El Sarir.

“Uma bomba explodiu em um oleoduto que carregada petróleo do campo de El Sarir para o porto da Hariga”, afirmou. “Os bombeiros ainda tentam apagar o incêndio. Isso é fruto de sabotagem.”

Um porta-voz da Empresa Nacional do Petróleo afirmou que um petroleiro já estava carregando o produto em Hariga, mas a restauração do oleoduto pode demorar até três dias.

Hariga acaba de reabrir após um ataque, mas os dois principais portos do país e seus respectivos campos continuam fechados por confrontos entre grupos armados rivais que tentam controlá-los.

A produção de Petróleo da Líbia caiu para cerca de 350 mil barris por dia, ante 1,6 milhões de barris por dia que a nação costumava produzir antes da revolta apoiada pela Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) em 2011, que encerrou a era Gaddafi no país.

(Reportagem por Ahmed Elumami e Ulf Laessing)

Tudo o que sabemos sobre:
LIBIAOLEODUTOBOMBA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.