Bomba em funeral no Iraque mata ao menos 14

Um carro-bomba explodiu durante um funeral em uma área xiita de Bagdá nesta quinta-feira, matando ao menos 35 pessoas e deixando dúzias de feridos, disseram fontes da Saúde, da polícia e da segurança. O incidente provocou confrontos entre moradores enfurecidos e a polícia.

REUTERS

27 de janeiro de 2011 | 11h18

O vice-ministro da Saúde, Khamis al-Saad disse que o número de mortos chegava a 35, e 65 estavam feridos.

Um porta-voz do hospital informou o mesmo número de mortos depois da explosão no distrito de Shula, antiga base do clérigo Moqtada al-Sadr, um opositor dos EUA. Acredita-se que hoje, o distrito é controlado pelo violento grupo dissidente Asaib al-Haq.

A explosão foi a mais recente de uma série de ataques no Iraque que já matou mais de 100 pessoas nas últimas duas semanas.

Supostos insurgentes lançaram três dias de ataques-suicida contra policiais e recrutas na última semana e instalaram um carro-bomba para atingir peregrinos xiitas que caminhavam para a cidade sagrada de Kerbala, no sul do Iraque, para uma cerimônia religiosa.

A violência desafia o novo governo xiita, liderado pelo premiê Nuri al-Maliki, e as forças de segurança iraquianas, no momento em que as tropas norte-americanas se preparam para a retirada neste ano após oito anos da invasão.

Confrontos armados começaram em Shula, no noroeste de Bagdá, depois da explosão no funeral, disseram autoridades e testemunhas.

"Pessoas estavam enfurecidas com a explosão. Elas saíram para as ruas para protestar contra as forças de segurança", disse o administrador do escritório de Sadr em Shula.

"A polícia abriu fogo contra eles para dispersá-los, e alguns responderam atirando de volta", disse Sadi.

Ao menos quatro outras explosões atingiram a capital iraquiana nesta quinta-feira, provocando mortes.

(Reportagem de Suadad al-Salhy, Aseel Kami e Khalid al-Ansary)

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