Bomba mata 25 no Iraque enquanto tropas dos EUA deixam cidades

Um carro-bomba na cidade do norte do Iraque Kirkuk matou ao menos 25 pessoas nesta terça-feira, logo após as tropas norte-americanas terem entregado o controle total das cidades iraquianas para as forças de segurança locais, seis anos depois da invasão.

TIM COCKS E MUHANAD MOHAMMED, REUTERS

30 de junho de 2009 | 14h25

A bomba, que feriu ao menos 40 pessoas, explodiu em um movimentado mercado em uma região de maioria curda de Kirkuk, uma cidade vista como um local de potencial conflito entre os xiitas e os curdos. A polícia disse que o número de mortos pode aumentar.

Muitos iraquianos temem que o recuo das tropas norte-americanas das cidades e centros urbanos para as bases rurais, o primeiro passo para uma total retirada do Exército dos EUA até o final de 2011, deixe os militantes livres para atacar.

Mas o governo declarou nesta terça-feira um feriado, o "Dia Nacional da Soberania", e organizou uma parada para mostrar a força militar que será usada contra a insurgência resistente.

"Este dia, que consideramos uma celebração nacional, é uma conquista de todos os iraquianos", disse o primeiro-ministro do país, Nuri al-Maliki, em um discurso à televisão.

"Nossa soberania incompleta e a presença de tropas estrangeiras é o mais sério legado que nós herdamos (de Saddam Hussein). Aqueles que pensam que os iraquianos são incapazes de defender seu país estão cometendo um erro fatal."

Cidadãos e soldados iraquianos foram às ruas de Bagdá em veículos decorados com flores e bandeiras iraquianas para comemorar.

Em outra lembrança sangrenta da guerra iniciado após a invasão dos Estados Unidos em 2003, o Exército norte-americano informou que quatro soldados dos EUA fixados em Bagdá morreram em combate na segunda-feira. Eles não forneceram mais detalhes.

Até a meia-noite desta terça-feira, todas as unidades de combate norte-americanas devem deixar os centros urbanos do Iraque e se transferirem às bases rurais, de acordo com um pacto bilateral de segurança que exige que todas as tropas dos Estados Unidos deixem o país até o fim de 2011.

(Reportagem adicional de Sherko Raouf)

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