Bombardeio israelense mata dez membros do Exército sírio, diz grupo

Ataques da aviação israelense contra posições militares da Síria mataram pelo menos 10 membros do Exército sírio, disse um grupo de monitoramento nesta segunda-feira, um dia depois de Israel afirmar que um ataque vindo do lado sírio matou um menino israelense nas Colinas do Golã.

REUTERS

23 de junho de 2014 | 10h51

Tanques e aviões israelenses dispararam contra posições do Exército sírio ao longo da noite de domingo em resposta ao que um porta-voz militar de Israel descreveu como um ataque intencional vindo da Síria.

"Pelo menos 10 membros do Exército sírio foram mortos", disse Rami Abdurrahman, do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização de monitoramento que recolhe informações de ativistas na Síria.

Os bombardeios também destruíram dois tanques do Exército e atingiram um quartel, disse ele, confirmando que os ataques israelenses visaram nove posições sírias.

Os três anos do conflito entre forças leais ao presidente Bashar al-Assad e os rebeldes que querem derrubá-lo resvalaram para os países vizinhos e aumentou as tensões regionais.

Os bombardeios foram em resposta ao disparo de um míssil antitanque do lado sírio através da fronteira no Golã, segundo afirmou Israel no domingo.

O míssil atingiu um tanque de água no qual estava Mohammed Qaraqara, de 13 anos, disseram os militares, descrevendo o ataque como o mais sério na fronteira com a Síria desde o início da guerra civil.

Disparos da Síria atingem ocasionalmente o Golã, incluindo o que Israel diz serem ataques deliberados contra suas tropas.

Israel se apropriou da parte ocidental do Golã na guerra de 1967 e depois anexou a região, em uma ação não reconhecida internacionalmente.

Embora o Exército sírio esteja presente na parte do Golã sob domínio sírio, algumas áreas foram tomadas pelos rebeldes, incluindo grupos hostis ao Estado judaico.

(Por Sylvia Westall)

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