Bombardeios na Síria ficam mais eficientes após coordenação de coalizão com curdos

Ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos mataram pelo menos 32 combatentes do Estado Islâmico em bombardeios precisos diretos em Kobani nesta semana, ajudados por uma maior coordenação com forças curdas em solo, disse um grupo que acompanha a situação, após a intensificação das incursões.

HUMEYRA PAMUK E TOM PERRY, REUTERS

15 de outubro de 2014 | 10h46

Autoridades curdas disseram que o principal grupo armado curdo da região, o YPG, estava dando coordenadas dos combatentes do Estado Islâmico em Kobani para a aliança liderada pelos EUA, que está bombardeando o grupo tanto no Iraque quanto na Síria.

“Representantes do YPG dizem à coalizão o local dos alvos do EIIL e eles atacam de acordo”, disse Polat Can, um porta-voz do YPG, à Reuters, usando o acrônimo para o Estado Islâmico.

“Alguns dos combatentes bateram em retirada, mas eles se reagrupam e retornam. Mas, como os ataques aéreos estão sendo operados de modo coordenados, eles acertam bem os alvos”, disse ele.

O grupo curdo tem lutado para defender Kobani, também conhecida como Ayn al-Arab, frente a um ataque do Estado Islâmico, que está mais bem equipado e utiliza tanques, artilharia e caminhões-bomba em uma ofensiva que já dura um mês para tomar a estratégica cidade síria perto da fronteira com a Turquia.

Os rebeldes islâmicos assumiram o controle de boa parte do leste e do sul de Kobani, mas não fizeram muito progresso nesta semana. Forças curdas disseram ter retomado áreas no oeste da cidade.

O Estado Islâmico, um grupo que se separou da rede al Qaeda, tomou grandes faixas territoriais no Iraque e na Síria, em um esforço para refazer o mapa do Oriente Médio de acordo com sua visão extremista do Islã.

Militares dos EUA disseram que a coalizão conduziu 21 ataques sobre os militantes perto de Kobani na segunda e terça-feiras, e aparentemente haviam detido o avanço do EIIL na cidade, mas alertaram que a situação permanecia incerta.

O presidente dos EUA, Barack Obama, expressou profunda preocupação na terça-feira sobre a situação em Kobani, assim como na província de Anbar, no Iraque, na qual tropas dos EUA lutaram para manter sob o controle do governo iraquiano durante a guerra. Agora, a província corre o risco de ser tomada por militantes do Estado Islâmico.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, que monitora a guerra utilizando uma rede de fontes em campo, disse que os ataques aéreos dos aliados mataram um grupo de combatentes do Estado Islâmico a apenas 50 metros de uma posição curda.

Rami Abdulrahman, que gerencia o Observatório, disse que sete combatentes do EIIL foram mortos em combates com curdos nesta quarta-feira - cinco curdos morreram.

“Os ataques aéreos estão mais sérios do que antes porque a coordenação aumentou nos últimos seus dias”, disse Abdulrahman.

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