Bombardeios sírios matam mais de 40, incluindo civis, diz entidade

Pelo menos 42 civis, incluindo mulheres e crianças, foram mortos em ataques aéreos do governo sírio em território controlado pelos rebeldes no noroeste do país, disse nesta segunda-feira um grupo oposicionista de monitoramento do conflito.

REUTERS

22 de setembro de 2014 | 08h35

Os ataques atingiram território em torno das cidades de Saraqeb e Ehsim, na província de Idlib, no domingo, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, grupo com sede na Grã-Bretanha.

Um dos bombardeios atingiu uma área no entorno de Saraqeb onde se abrigavam pessoas que tinham fugido de ataques anteriores à cidade, disse o Observatório. Não ficou claro de imediato qual seria o alvo dos militares sírios, mas um ativista na área disse que não havia combatentes rebeldes perto das posições atingidas.

O Observatório, que monitora a violência através de uma rede de fontes na Síria, disse que pelo menos 16 crianças e 11 mulheres estavam entre os mortos. Ao menos 17 pessoas de uma mesma família também foram mortas, acrescentou.

Um ativista em Saraqeb afirmou que as pessoas tinham fugido para áreas agrícolas para escapar do bombardeio, mas no domingo os aviões também atacaram fazendas "lotadas de famílias". "Isso é o que provocou o elevado número de mortes", disse o ativista.

Segundo o Observatório, o número de mortos dos ataques deve subir porque muitas pessoas estão em estado grave.

(Reportagem de Alexander Dziadosz)

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