Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Bombas atingem dois mercados de Bagdá e matam 72 pessoas

Bombas explodiram na sexta-feira dentrode dois movimentados mercados de animais de Bagdá, matando 72pessoas e aplacando as esperanças dos iraquianos de umadiminuição da violência no país. Esse foi o ataque mais violento ocorrido na cidade nosúltimos seis meses e é um grande retrocesso às esperançasiraquianas de que a segurança esteja indo melhor. Segundo a polícia, uma mulher-bomba matou 45 pessoas eferiu outras 82 no mercado de animais de Ghazil, na regiãocentral de Bagdá. Uma outra explosão ocorreu logo depois, provocada ou poruma artefato plantado na área ou por uma outra mulher-bomba,matando 27 pessoas e ferindo outras 67 em um mercado de aves dazona sul da cidade, afirmaram policiais. Apesar de o número de ataques continuar diminuindo noIraque nos últimos meses, os atentados mais recentes reforçamos alertas feitos pelos militares dos EUA sobre a possibilidadede ser retomada a onda de violência responsável por deixar opaís à beira de uma guerra civil. No mercado de Ghazil, um dos locais mais movimentados deBagdá e que foi palco de três atentados a bomba no ano passado,curiosos observavam a área da mais recente explosão enquantotrabalhadores recolhiam partes de corpos e limpavam os estandessujos de sangue. "Eu vim aqui para me divertir um pouco. Não sei comosobrevivi", disse, ao lado de barracas destruídas e de corposde aves e de outros animais, Abu Haider, que estava coberto desangue. "Eu estava bem ali, naquele lugar, quando a explosãoaconteceu. Ela me derrubou. Quando consegui me refazer, vi quedezenas de pessoas estavam mortas ou feridas", afirmou. Uma testemunha contou que a mulher-bomba entrou no mercadoafirmando que tinha aves para vender. Um grande número depessoas reuniu-se em volta dela, e então explodiu a bomba que amulher trazia debaixo de suas roupas, afirmaram testemunhas. Segundo a polícia, o segundo ataque foi provocado por umaparato explosivo plantado no local. Mas o major-general Qassim Moussawi, porta-voz das ForçasArmadas do Iraque em Bagdá, afirmou que, nos dois ataques,mulheres tinham sido usadas para levar até os mercados asbombas, detonadas depois à distância. "Descobrimos que celulares foram usados para detonar asbombas das mulheres", disse. Ambulâncias tentavam atravessar a multidão reunida nas ruaspróximas para chegar a Ghazil depois da explosão, ocorrida nolugar quase exato do atentado que matou 13 pessoas no dia 23 denovembro. Autoridades policiais e da defesa civil colocavam osferidos em padiolas, carros ou na carroceria de caminhonetesenquanto soldados norte-americanos ajudavam a proteger a área,contaram testemunhas. Funcionários de um hospital próximoafirmaram enfrentar dificuldades para atender a tantos feridos. "A maior parte das pessoas que comparece a esse mercado épobre e quer apenas se divertir. Mas hoje essas pessoas vieramaqui para serem mortas", afirmou Hassan Salman, que vende raçãopara aves no mercado de Ghazil. (Reportagem adicional de Waleed Ibrahim e Wisam Mohammed)

PAUL TAIT E AWS QUSAY, REUTERS

01 de fevereiro de 2008 | 12h24

Tudo o que sabemos sobre:
IRAQUEBOMBAS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.