Bombas matam 16 na fronteira da Síria com a Turquia

Dois carros-bomba atingiram um posto controlado pelos rebeldes na fronteira da Síria com a Turquia nesta segunda-feira, matando pelo menos 16 pessoas, o que provocou o fechamento da fronteira, afirmaram ativistas e combatentes da oposição.

Reuters

20 de janeiro de 2014 | 17h00

A travessia de Bab al-Hawa é controlada por uma aliança rebelde chamada Frente Islâmica, que tem lutado com o Estado Islâmico do Levante e do Iraque (ISIL, na sigla em inglês), uma pequena, porém poderosa, afiliada da Al Qaeda com um núcleo de combatentes estrangeiros.

Não ficou imediatamente claro quem plantou as bombas. O ataque ocorreu alguns dias depois de um carro-bomba explodir e matar 26 pessoas na cidade oriental de Jarablus, atribuído por ativistas ao ISIL.

Mais de 1.000 rebeldes morreram em conflitos entre grupos rivais nas últimas três semanas em uma nova onda de violência que enfraqueceu a campanha armada de quase três anos para derrubar o presidente sírio, Bashar al-Assad.

O Observatório Sírio para Direitos Humanos, grupo anti-Assad sediado na Grã-Bretanha, afirmou que pelo menos seis mortos no atentado desta segunda-feira eram combatentes islâmicos.

O grupo afirmou que o resto era composto provavelmente de civis e que outras 20 pessoas ficaram feridas nas explosões.

Os rebeldes sírios em Bab al-Hawa, na província de Idlib, no noroeste do país, afirmaram que a fronteira estava fechada do lado turco. Um ativista sírio em Bab al-Hawa disse que os dois carros explodiram com diferença de dez minutos entre um e outro.

O gabinete do governador da província vizinha de Hatay, na Turquia, afirmou que a explosão ocorreu no lado sírio da fronteira. Seu porta-voz Cahit Dogan disse que não há relatos de danos ou ferimentos no lado turco.

(Reportagem de Oliver Holmes e Stephen Kalin, em Beirute; e de Ayla Jean Yackley, em Istambul)

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