Bombas matam 22 peregrinos em cidade no Iraque

Três bombas atingiram vários peregrinos xiitas que comemoravam nesta segunda-feira um importante ritual na cidade iraquiana de Hilla, matando 22 pessoas, na maioria mulheres e crianças, e ferindo outras 60, disseram a polícia local e testemunhas.

REUTERS

05 de dezembro de 2011 | 15h47

Os ataques, que ocorreram no auge da Ashura, que lembra a morte do neto do profeta Maomé, Imam Hussein, e define o islamismo xiita, ressaltaram a fragilidade da segurança iraquiana no momento em que as tropas norte-americanas se preparam para se retirar do país até o final do ano.

No primeiro ataque, um carro-bomba explodiu no final de uma procissão xiita, matando 16 pessoas, principalmente mulheres e crianças, e ferindo outras 45, segundo a polícia e testemunhas. O ataque deixou poças de sangue, sapatos e roupas rasgadas pelas ruas.

"Uma explosão forte e horrível ocorreu atrás de nós, e fumaça se espalhou pela área", disse Hadi al-Mamouri, que estava participando do ritual. "Eu só consegui ouvir gritos de mulheres e pude ver os corpos de mulheres e crianças nas ruas."

Um segundo ataque envolvendo duas bombas à beira da estrada matou ao menos seis pessoas em outra procissão em Hilla, ferindo outras 15, segundo fontes policiais.

Os ataques ocorreram no momento em que os últimos 10 mil soldados norte-americanos se preparam para a retirada até o final de 2011, mais de oito anos depois da invasão que derrubou o ditador sunita Saddam Hussein e permitiu a ascensão da maioria xiita no país.

Na segunda-feira, um grupo insurgente sunita ligado ao partido Baath, de Hussein, que foi banido, prometeu continuar os ataques contra equipes norte-americanas que permanecessem no Iraque após a retirada das tropas.

(Reportagem da redação de Bagdá)

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