Bombas matam 40 no Iraque e cresce temor de volta da violência

A explosão de bombas no Iraque mataram ao menos 40 pessoas nesta segunda-feira, destruindo áreas de maioria xiita e aumentando o medo do ressurgimento de uma violência sectária.

JAMAL AL-BADRANI, REUTERS

10 de agosto de 2009 | 12h08

As explosões se seguem a uma série de grandes ataques realizados depois da retirada das forças norte-americanas dos centros urbanos em junho. Os incidentes recentes aumentam as dúvidas se as forças de segurança do Iraque, reconstituídas após a invasão liderada pelos EUA em 2003, poderão manter a segurança sozinhas.

Dois caminhões-bomba explodiram com poucos minutos de diferença no vilarejo de maioria xiita de Al-Khazna, a 20 quilômetros a leste de Mosul, no norte do Iraque, matando 30 pessoas e ferindo outras 155.

As explosões destruíram cerca de 40 casas na localidade, que abriga a pequena comunidade Shabak, de origem curda. Moradores assustados ficaram parados em volta da cratera deixada por uma das explosões, enquanto bombeiros procuravam corpos no meio dos escombros.

"O que nós fizemos aos terroristas para matarem inocentes que dormiam?", disse Umm Qasim, de 35 anos, com seu rosto coberto de sangue. Ela estava sentada em um caminhão e segurava seu filho ferido com os corpos de quatro parentes, incluindo seu marido e sua irmã, estendidos ao lado.

O primeiro-ministro Nuri al-Maliki disse, em uma teleconferência, que a violência pode aumentar até as eleições de janeiro.

"As próximas eleições irão testemunhas tentativas de destruir e o violar a segurança. Eles irão tentar, de todas as maneiras que puderem, mostrar que o processo político não está estável", ele disse.

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