Bombas matam 9 soldados iraquianos; ação militar mata mais 7

Nove soldados iraquianos foram mortos nesta quarta-feira na explosão de uma bomba no momento em que um ônibus passava numa estrada, na instável região norte do Iraque. Pelo menos outras sete pessoas foram mortas em uma incursão de forças do EUA e do Iraque, no oeste do país, disseram fontes da área de segurança.

REUTERS

15 de setembro de 2010 | 09h54

Os soldados mortos estavam de folga, a caminho de suas casas, segundo uma fonte policial em Mosul -- cidade que é considerada o último reduto urbano da Al Qaeda no país -- e também informações de um militar na coordenação conjunta EUA-Iraque na província de Nínive.

Cinco soldados e o motorista de ônibus ficaram feridos na explosão, ocorrida em um vilarejo situado 30 quilômetros a leste de Mosul.

Insurgentes vêm promovendo ataques contínuos contra as tropas e a polícia do Iraque nas últimas semanas.

As tropas dos EUA encerraram formalmente suas operações de combate no país em agosto, sete anos e meio depois da invasão que depôs Saddam Hussein da Presidência.

Segundo os militares dos EUA, uma operação de contraterrorismo efetuada durante a noite na cidade de Falluja, no oeste do país, foi planejada e conduzida pelas forças iraquianas. Pelo menos sete pessoas foram mortas.

Um comandante da polícia local disse que um dos mortos era um ex-coronel do Exército iraquiano.

Pelo menos quatro outras pessoas, incluindo uma mulher de 90 anos, ficaram feridas na ação no distrito de Hay Jubail, na região de Falluja, disseram as fontes.

Uma pessoa residente nas imediações afirmou que moradores abriram fogo contra as tropas porque pensaram que estavam sendo atacados e que oito pessoas teriam morrido no confronto que se seguiu.

Mas um outro vizinho, Juma Yasin, disse que ninguém da vizinhança disparou.

(Reportagem de Jamal al-Badrani em Mosul e Fadhel al-Badrani em Falluja)

Tudo o que sabemos sobre:
IRAQUEATAQUEMORTES*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.