Brahimi se reúne com delegações sírias para discutir cessar-fogo

Brahimi se reúne com delegações sírias para discutir cessar-fogo

Representante da ONU também quer falar sobre a troca de prisioneiros e postergar acordos políticos

O Estado de S. Paulo,

23 de janeiro de 2014 | 13h28

MONTREUX, SUÍÇA - O representante da Organização das Nações Unidas Lakhdar Brahimi tem uma reunião marcada com delegações do governo sírio e de opositores em Montreux, nesta quinta-feira, 23, numa tentativa de resgatar as negociações de paz, após um início amargo. A conversa deve estar mais focada no cessar-fogo localizado e na troca de prisioneiros, em vez de acordos políticos.

O primeiro dia de negociações, na quarta-feira 22, foi dominado pela retórica violenta do governo do presidente Bashar Assad e de seus opositores. Reunidos pela primeira vez em quase três anos de guerra civil, cada lado acusou o outro de cometer atrocidades e nenhum mostrou sinal de compromisso.

Apesar da indisposição, as autoridades esperam poder salvar o processo ao dar um novo início às negociações com medidas para aliviar o sofrimento de milhões de pessoas no território sírio, especialmente em áreas isoladas, sem acesso à ajuda internacional. "Nós tivemos algumas indicações claras de que as partes estão dispostas a discutir questões de acesso a pessoas necessitadas e a liberação de prisioneiros e cessar-fogo locais", disse Brahimi.

Ele tem agendada uma reunião com as duas delegações sírias separadamente nesta quinta-feira. No início da sexta-feira 24, as negociações vão ocorrer em Genebra, onde Brahimi irá se revezar entre as duas delegações.

Um dos negociadores da oposição, Haitham al-Maleh, disse que o humor é positivo, apesar de um primeiro dia difícil. Ele falou sobre um processo em duas fases, com medidas claras como a troca de prisioneiros, cessar-fogo, a retirada de armamento pesado e o estabelecimento de corredores de ajuda humanitária negociadas primeiro, antes da discussão sobre o futuro político.

As negociações permanecem frágeis, no entanto, com ambos os lados ameaçando se retirar - o governo diz que não vai debater a remoção de Assad, enquanto a oposição afirma que não permanecerá caso as conversas não partam da premissa da remoção de Assad./ REUTERS

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