Brasil é convidado para conferência sobre Oriente Médio

País participará de encontro que definirá diretrizes para o processo de criação do Estado palestino

Associated Press,

20 de novembro de 2007 | 17h40

Os Estados Unidos devem convidar dezenas de nações e organizações internacionais para uma conferência de paz para o Oriente Médio que será realizada na próxima semana em território americano, informou o Departamento de Estado nesta terça-feira, 20. O Brasil está numa lista preliminar divulgada por funcionários americanos em condição de anonimato.   EUA já têm lista de convidados para conferência de paz A cerca de uma semana do período previsto para o início do encontro em Annapolis - capital do estado de Maryland - os Estados Unidos não divulgaram uma agenda e nem quem exatamente participará do encontro, que deve começar no próximo dia 27.  Especula-se que a maioria dos detalhes venham a público ainda nesta terça-feira.  Embora não tenha pleiteado uma participação no encontro, o Brasil deve participar da conferência. A possibilidade foi posta à mesa em uma reunião entre o presidente Lula e seu colega palestino, Mahmoud Abbas, durante a Assembléia-Geral da ONU. No encontro, segundo o Itamaraty, Abbas teria dito que pediu aos Estados Unidos que convidasse o Brasil para a conferência.  Uma lista preliminar dos convidados divulgada nesta terça-feira coloca o Brasil como um dos possíveis participantes.  Além do premiê israelense, Ehud Olmert, do presidente Abbas, de George W. Bush e da secretária americana de Estado, Condoleezza Rice, estarão presentes representantes de alto nível do Quarteto para o Oriente Médio (Rússia, ONU, União Européia), membros da Liga Árabe, do G8 e organismos internacionais como o FMI, Banco Mundial e a Organização da Conferência Islâmica.  Junto com o Brasil, outros países não envolvidos diretamente nas negociações de paz também estarão presentes, entre eles China, Turquia, Vaticano, Noruega e Austrália.  Comprometimento A conferência tem por objetivo criar um comprometimento de palestinos e israelenses para o estabelecimento de um processo formal de negociações que tenha respaldo internacional. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse nesta terça-feira esperar que o acordo de paz esteja pronto até o fim do próximo ano. Segundo o porta-voz do Departamento de Estado Sean McComarck, por enquanto os Estados Unidos apenas enviaram um aviso de "reserve a data" para uma longa lista de convidados.  "Nós fizemos contatos informais com vários convidados, portanto eles estão alertas em relação às datas e vários dos procedimentos logísticos para que possam se planejar", disse McCormack. Ainda segundo o porta-voz, os contatos feitos nos últimos dias são um indicativo que um convite chegará num futuro "não muito distante". Negociações rompidas Às vésperas do evento, não há nem sequer acordo sobre como prosseguir com as negociações, rompidas há sete anos, depois da conferência. Além do encontro de um dia na Academia Naval de Minneapolis, na Costa Leste, haverá discussões também na véspera e no dia seguinte em Washington, segundo McCormack. O porta-voz afirmou ainda que há progressos na preparação do documento conjunto a ser apresentado na conferência, embora ainda não se saiba se nele constarão detalhes sobre as questões essenciais, como a definição das fronteiras, o futuro de Jerusalém e o destino dos refugiados palestinos.  Síria e Arábia Saudita não confirmaram presença, e só devem anunciar sua decisão depois do encontro de quinta-feira da Liga Árabe.  A Síria havia dito que só iria à conferência se estivesse em discussão também o destino das colinas do Golã, território sírio capturado em 1967 por Israel.

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