Brasileira na Faixa de Gaza tenta fugir dos ataques

Em depoimento ao 'Estado', ela conta que campo de refugiados em que vive é 'o lugar mais perigoso' da região

Luciana Alvarez, O Estado de S. Paulo

30 de dezembro de 2008 | 17h14

Logo após os primeiros ataques de Israel, a brasileira Abeer Yousif Dwik resolveu fugir com os três filhos do campo de refugiados de Jabaliya, porque o local onde mora "é hoje o lugar mais perigoso" da Faixa de Gaza, afirmou por telefone ao Estado. Abeer deixou sua casa e o marido e há três dias está hospedada com os filhos na casa de parentes no centro da Cidade de Gaza.   Veja também: Israel nega sugestão de trégua de 48 horas na Faixa de Gaza Militares israelenses sugerem trégua em Gaza Em Curitiba, palestino não pode voltar para casa  Lula: ONU não tem coragem para pôr paz em Gaza  Egito recusa abertura da fronteira com a Faixa de Gaza Israel rejeita trégua e diz que esta é 'só a 1ª fase' UE pede a Israel e Hamas que suspendam ataques   Lapouge: Israel quer restabelecer orgulho militar   Sete mil se alistam no Irã para atentados suicidas contra Israel Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos Veja imagens de Gaza após os ataques      Mas a mudança não trouxe tranqüilidade. Apesar de considerar que está agora mais segura, Abeer não se arrisca a sair de casa por medo dos disparos israelenses. "A situação é terrível. Não dá para ir até a porta, nem andar na rua, nada", contou. As crianças de 5 e 4 anos brincam na sala, enquanto ela cuida do bebê, de apenas três meses. E mesmo dentro de casa, não está livre do barulho constante de aviões e algumas explosões, que a assustam.     Leia mais na edição desta quarta-feira do jornal O Estado de S. Paulo

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