Brown diz que manterá tropas em visita surpresa ao Afeganistão

Primeiro-ministro britânico se reuniu com Hamid Karzai para melhorar suas relações com o presidente afegão

Associated Press e Reuters,

13 de dezembro de 2009 | 11h53

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, fez uma visita surpresa às tropas britânicas no Afeganistão. Depois de reunir-se com o presidente afegão Hamid Karzai, Brown renovou o compromisso de manter as tropas no país, apesar das críticas que recebe a esse respeito no Reino Unido.

Brown passou a noite de sábado na base aérea de Kandahar, marcando a primeira vez que o premiê pernoita em zonas de guerra com presença britânica, no caso Afeganistão e Iraque. Por razões de segurança, a visita foi anunciada apenas hoje.

O Reino Unido enviará mais 500 soldados ao país, elevando para 10 mil as tropas britânicas no Afeganistão. Brown observou que esses novos soldados são necessários para combater o Taleban, estabilizar a nação e impedir que terroristas usem o país como base para ataques ao Reino Unido. Ele ofereceu condolências às famílias de 100 soldados que morreram na guerra afegã neste ano. Outros 137 foram mortos desde o início da invasão liderada pelos Estados Unidos, em 2001.

Brown aproveitou a visita para melhorar suas relações com Karzai depois de ter criticado fortemente o líder afegão pela corrupção em seu governo. Karzai disse ao premiê britânico estar trabalhando para montar uma equipe de ministros que atuará em seu segundo mandato, que deve ser anunciada em breve.

 

"É uma exigência da comunidade internacional e dos afegãos que melhoremos a segurança e a estabilidade e combatemos a corrupção", afirmou Karzai. Ao que Brown respondeu: "Temos boa cooperação e esperamos que o novo governo trabalhe para combater a corrupção".

 

A visita do primeiro-ministro do Reino Unido ao Afeganistão é feita depois que, na semana passada, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, revisou a estratégia americano no Afeganistão com Karzai.

 

O presidente afegão pediu ajuda a Washington para que seu país seja capaz de ter uma Polícia e Forças Armadas autossuficientes em um prazo de 15 ou 20 anos.

 

"Esperamos que a comunidade internacional e, em particular, os EUA, como nosso principal aliado, também nos ajudem a ter capacidade econômica para manter uma força que proteja o país com o número (de membros) e os equipamentos adequados", disse Karzai após sua reunião com Gates.

 

Na semana retrasada, os EUA também anunciaram o reforço de sua presença no Afeganistão com o envio de mais 30.000 soldados ao país.

 

Atualizado às 12h34 para acréscimo de informações.

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