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Bush alerta que ganhos no Iraque são frágeis e reversíveis

O presidente dosEstados Unidos, George W. Bush, alertou na terça-feira que asmelhorias na segurança do Iraque são "frágeis" e "reversíveis",e, quase cinco anos depois do início da guerra, voltou a pedirpaciência aos norte-americanos. As declarações coincidem com uma nova onda de atentados noIraque, revertendo a tendência do último ano. Em um discurso a radialistas religiosos, repleto dereferências à fé e interrompido por eventuais gritos de "amém",Bush fez uma avaliação otimista do envio de reforços ao Iraque,ordenado por ele no começo de 2007. "Acredito fortemente que o aumento [de tropas] estejafuncionando, e os iraquianos também [acreditam]", disse Bush nocomplexo de música country Opryland, no Tennessee. Depois ele ponderou: "As melhorias no Iraque são tênues,são reversíveis e são frágeis, e há muito trabalho a serfeito". A pouco menos de uma semana do quinto aniversário doconfronto, a maioria dos norte-americanos considera que aguerra foi um erro, segundo as pesquisas. Mas a violência noIraque caiu 60 por cento desde que foi concluído o envio de 30mil soldados adicionais, em junho --época também em que líderestribais sunitas decidiram se voltar contra a Al Qaeda. No entanto, uma recente onda de ataques mostra que o Iraqueainda não é seguro. Na terça-feira, pelo menos 46 pessoasmorreram em vários incidentes, segundo autoridades. Na véspera,oito soldados norte-americanos haviam morrido em dois ataques--no total, o número de militares dos EUA mortos no conflito jáse aproxima de 4.000. No discurso a uma platéia dócil e conservadora, Bush disseque a segurança ainda vai melhorar, mas não deu sinais de comoisso vai afetar o ritmo de retirada das tropas. Ele apenasreiterou que isso dependerá das avaliações dos comandantes. Os EUA estão se encaminhando para retirar cerca de 20 milsoldados até julho, deixando 140 mil no Iraque. Nos dias 8 e 9de abril, o general David Petraeus, comandante das forças dosEUA no Iraque, falará ao Congresso, e possivelmente deve pediruma pausa de quatro a seis semanas na retirada, segundo umafonte do governo. Críticos dizem que a guerra do Iraque desviou a atenção dogoverno Bush de um outro conflito possivelmente mais importantena guerra contra o extremismo islâmico, no Afeganistão. Diante a reaparição do Taliban, Bush afirmou na terça-feiraque manterá a pressão sobre os demais países da Otan para queenviem mais tropas ao Afeganistão, recado que ele deve levar àcúpula da aliança ocidental, em abril, em Bucareste. "Também pedirei à Otan que se junte aos EUA para fazermais", declarou.

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