Bush anuncia retirada de 8 mil soldados dos EUA do Iraque

Saída de soldados até fevereiro de 2009 é menor do que a esperada; governo envia reforços ao Afeganistão

Agências internacionais,

09 de setembro de 2008 | 11h46

O presidente George W. Bush manterá as tropas dos EUA praticamente intactas e deixará a decisão sobre grandes retiradas para seus sucessor. Em anúncio nesta terça-feira, 9, Bush disse que planeja retirar 8 mil tropas de combate e suporte do Iraque até fevereiro. A retirada é menor que a esperada, por causa da melhoria na segurança nesse país. Não haverá outros envios de tropas para casa neste ano.   O Partido Democrata deve criticar a medida, pois ele defende o início da retirada do território iraquiano e o envio de mais tropas ao Afeganistão, que sofre com o aumento da violência. Em um discurso na Universidade de Defesa Nacional, Bush disse que mais tropas podem ser retiradas no primeiro semestre de 2009, caso as condições melhorem. Mas essa decisão será tomada pelo seu sucessor - Bush deixa o cargo em 20 de janeiro.   Segundo a BBC, Bush argumentou que a redução dos níveis de violência no Iraque permite "um aumento modesto" no número de tropas americanas no Afeganistão nos próximos meses. O plano anunciado pelo presidente americano compreende a retirada de uma brigada de cerca de 3,5 mil sodados do país, além de um contigente de forças de apoio de cerca de 3,4 mil militares.   Bush anunciou ainda que um batalhão de mil fuzileiros navais, que atuam na província iraquiana de Anbar, voltará para casa em novembro. Estas tropas não serão substituídas. "Apesar do progresso frágil e reversível no Iraque, o general David Petraeus e o embaixador Ryan Crocker reportaram que, aparentemente, há um padrão de durabilidade em nossos avanços", afirmou o presidente americano. Bush reiterou que, se a situação continuar a progredir, será possivel reduzir ainda mais o contigente americano no país ainda no primeiro semestre de 2009.   Obama quer retirar os soldados americanos em um prazo de 16 meses, enquanto McCain afirma que é necessário escutar a opinião dos comandantes militares e está disposto a permitir que os soldados permaneçam de modo indefinido. Os dois se enfrentam no dia 4 de novembro.   Bush detalhou também os planos de aumento das forças americanas para combater a crescente ameaça do Taleban no Afeganistão. De acordo com o presidente americano, um batalhão de fuzileiros navais que deveria desembarcar no Iraque em novembro será enviado para o Afeganistão, seguido por uma brigada de combate do Exército, que deve chegar em janeiro. Considerando o tamanho usual destas unidades militares, o reforço deve representar um aumento de cerca de 4,5 mil homens no contigente americano no país.   O Afeganistão vive um de seus momentos mais tensos desde 2001, quando as forças americanas invadiram o país. Segundo agências humanitárias, o número de ataques de insurgentes aumentou em 50% e a cifra de civis mortos em julho chegou a 260.   Matéria atualizada às 13h55.

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