Bush critica política iraquiana e pede paciência no Afeganistão

Durante coletiva, presidente americano diz que iraquianos e afegãos estão mais seguros, apesar dos combates

Agências internacionais,

20 de dezembro de 2007 | 14h37

Em sua última entrevista coletiva do ano, o presidente americano, George W. Bush, afirmou que não está satisfeito com o progresso político no Iraque, embora tenha insistido que o governo iraquiano está conseguindo avanços.   Veja também: Bush faz balanço do ano e diz ter perdido paciência com a Síria Bush se recusa a comentar sobre destruíção de fitas da CIA Bush fala com cautela sobre Putin e democracia russa   "Há um governo funcionando", disse Bush em uma entrevista coletiva na Casa Branca. "Estamos satisfeitos com o progresso em Bagdá? Não." Bush acrescentou, no entanto, que não é correto dizer que não está acontecendo nada e insistiu que Washington vai manter a pressão nos esforços pela reconciliação nacional no Iraque.   Bush demonstrou preocupação ainda com a possibilidade de que os aliados dos Estados Unidos abandonarem a missão no Afeganistão antes que a situação seja considerada estável. "Minha maior preocupação é que pensem: 'estamos cansados do Afeganistão, então acreditamos que devemos ir embora'". Segundo o presidente, os aliados devem entender que levará um tempo até que a democracia afegã funcione.   Durante a coletiva, Bush sugeriu que as pessoas se sentem mais seguras no Iraque e no Afeganistão com as missões americanas, mesmo com as centenas de combates promovidos pelas tropas para garantir a segurança.   O líder americano deve viajar ao Oriente Médio entre 8 e 16 de janeiro, em uma visita que inclui Israel e Cisjordânia, além de escalas no Kuwait, Barein, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Egito.   Segundo a Casa Branca, esta visita fará um acompanhamento dos acordos alcançados na cúpula em Annapolis, e servirá para ajudar os israelenses e palestinos a avançar em seus esforços para conseguir a Paz. O objetivo dos EUA é que haja dois Estados democráticos vivendo um ao lado do outro em paz e em segurança.   Repasse de verbas   O Senado dos Estados Unidos aprovou naterça-feira a alocação de US$ 70 bilhões para financiar as guerras no Iraque e no Afeganistão. A medida foi aprovada por 70 votos a favor e 20 contra.   O sinal verde para os novos fundos abriu o caminho para a aprovação de um projeto geral de despesas de US$ 555 bilhões para financiar as operações do governo em 2008.   O projeto prevê gastos de US$ 40 bilhões no Iraque e US$ 30 bilhões ao Afeganistão. Pelo plano geral de despesas, o custo total dos dois conflitos chegará a US$ 670 bilhões, disseram fontes legislativas.

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