Bush diz que acordo de paz sai até o fim de seu mandato

Presidente se diz contra ações de Israel contra Abbas e pede apoio para a modernização da segurança palestina

Agências internacionais,

10 de janeiro de 2008 | 07h44

O presidente americano, George W. Bush, afirmou nesta quinta-feira, 10, que acredita que um tratado de paz entre Israel e os palestinos será assinado antes que ele deixe o governo, em janeiro de 2009. Ele disse ainda que espera que os dois lados da questão cumpram com as suas obrigações no plano de paz.   Veja também: Bush volta a dizer que Irã é ameaça Bush e Olmert reafirmam compromisso de paz "Acho que é possível, não apenas possível, acredito que vai acontecer, que haverá um tratado de paz assinado antes de eu deixar o governo", disse Bush durante uma entrevista coletiva na cidade de Ramallah, Cisjordânia, ao lado do presidente palestino, Mahmoud Abbas. O dirigente palestino disse ter grande esperança de "que durante2008 será alcançado um acordo final de paz com Israel".Bush afirmou ainda ser contra ações de Israel que possam prejudicar as forças de segurança de Abbas e reiterou que entende a frustração do povo palestino sobre os postos de vigilância israelenses ilegais na Cisjordânia, mas que eles são necessários por enquanto para dar ao governo de Olmert a "sensação de segurança".O chefe de governo americano disse ainda que o governo israelense deveria ajudar as autoridades palestinas a modernizar suas forças de segurança.   Abbas ressaltou que a visita de Bush aos territórios palestinos é "histórica" e disse que o desejo do povo palestino é viver em liberdade, sem "muros de separação nem assentamentos" israelenses.  O presidente americano disse na entrevista coletiva que "a visão do Estado palestino é de um território contínuo", acrescentando: "um queijo suíço não vai funcionar".   Visita ao Oriente Médio   Bush iniciou na quinta-feira sua primeira visita a Israel e aos territórios palestinos como presidente dos EUA em meio a seus esforços para obter um acordo de paz. Ele declarou que há uma nova oportunidade para a paz entre israelenses e palestinos e os dois lados estão prontos para fazer duras concessões. Segundo Bush, há um "momento histórico, uma oportunidade histórica". Mas o presidente americano também admitiu que "será um trabalho duro".   O presidente americano, George W. Bush, declarou em Jerusalém que Israel deve remover todos os assentamentos ilegais na Cisjordânia, algo que o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, prometeu cumprir, mas sem determinar uma data.   Nenhum grande anúncio é esperado nos três dias de visita a Israel e aos territórios palestinos apesar de os dois lados terem se comprometido - também em Annapolis - a tentar chegar a um acordo de dois Estados antes do final do ano.Bush, acusado de negligenciar o conflito palestino-israelense durante seus sete anos de governo, está empenhado em obter um acordo de paz para, aparentemente, deixar um legado melhor do que a criticada invasão do Iraque. No entanto, analistas advertem que a proximidade do fim de seu mandato (janeiro de 2009) e as eleições americanas limitam sua margem de ação. Eles também consideram pequenas as chances de um acordo para a criação de um Estado palestino, já que tanto Olmert como Abbas estão politicamente enfraquecidos.   Nos oito dias de visita à região, Bush também irá a Kuwait, Bahrein, Arábia Saudita e Egito. var keywords = "";  

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