Bush encerra visita a Israel sem avanços

O presidente dos Estados Unidos, GeorgeW. Bush, concluiu na sexta-feira sua passagem por Israel eCisjordânia, animado a ponto de ter previsto um tratado de pazdentro de um ano, mas sem anunciar avanços concretos por hora. Bush chegou ao Kuweit na noite de sexta-feira (à tarde,pelo horário brasileiro). É a primeira de cinco escalas depaíses árabes aliados dos EUA, como parte do esforço paraimpulsionar o processo de paz do Oriente Médio e conter ainfluência do Irã. A secretária de Estado Condoleezza Rice disse que nestaetapa da viagem os principais temas serão "as ameaças que vemosno golfo [Pérsico], o problema do extremismo, seja o extremismoda Al Qaeda, o extremismo sunita, seja do Irã e seustentáculos, como o Hezbollah e parte do Hamas que apóia o Irã." A imprensa do Kuweit disse que o emir Sabah Al Ahmad AlSabah falaria a Bush no encontro da sua preocupação com umataque dos EUA ao Irã, que poderia desestabilizar a região. Bush deve ouvir um recado parecido de outros líderes árabesque querem conter as ambições nucleares do vizinho xiita semrecorrer a uma ação militar. O Kuweit, que também é vizinho do Iraque, afirmou que nãopermitirá que os EUA usem seu território para uma guerra contrao Irã. TERRA SANTA Bush deixou Tel Aviv após fazer uma descrição otimista dassuas conversas desta semana com o primeiro-ministro de Israel,Ehud Olmert, e com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, queem novembro retomaram o processo de paz. Numa mensagem simbólica a ambas as partes, Bush visitou omonte das Bem-Aventuranças, onde Jesus fez o Sermão daMontanha, em que diz: "Bem aventurados os pacificadores". Desafiando os céticos, Bush declarou na quinta-feira quedeve haver um tratado de paz ainda durante seu mandato, quetermina dentro de um ano. Um porta-voz de Olmert disse que Israel também deseja umacordo rápido, mas considera inviável a criação do Estadopalestino já em 2008. A implementação desse "acordo histórico",segundo o porta-voz Mark Regev, dependeria de os palestinoscumprirem seus compromissos a respeito da segurança. A Casa Branca minimizou a possibilidade de avançosconcretos durante a visita de Bush. Muitos analistas dizem queseu objetivo é apenas fazer com que seu legado na região serestrinja à impopular guerra do Iraque. Abbas e Olmert elogiaram a iniciativa de Bush, mas nãoofereceram concessões significativas. Endurecendo o tom contra seus aliados israelense, Bushpediu o fim da "ocupação" da Cisjordânia, um termo normalmenteusado pelos palestinos. Mas também exigiu que Abbas controle osmilitantes palestinos. A ambos os líderes, afirmou que hádecisões difíceis pela frente.

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