Bush pede pelo avanço da democracia no Oriente Médio

Presidente americano apela por mais liberdade e quer 'duros sacrifícios' de Israel em prol do Estado palestino

Agências internacionais,

18 de maio de 2008 | 10h00

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, conclamou os líderes o Oriente Médio, neste domingo, 18, a trabalhar arduamente para o avanço da democracia e da liberdade na região. "Esta região é o lar de um povo enérgico, de um vigoroso espírito empreendedor e tremendos recursos", aponta discurso que Bush fez perante o Fórum Econômico Mundial no Oriente Médio. "É a capacidade de um brilhante futuro, um futuro em que o Oriente Médio é o lugar de inovação e descoberta, dirigido por homens e mulheres livres."   Depois de prestar uma acalorada homenagem a Israel o começo da semana, Bush disse que acredita na possibilidade de um acordo de paz que leve à formação de um Estado palestino, até 2009, mas criticou países na região onde o sistema político encontra-se longe da democracia, incluído o Egito, anfitrião do encontro do Fórum Econômico Mundial para o Oriente Médio. Bush disse que os países árabes precisam modernizar suas economias, aumentar a participação das mulheres na sociedade e no mercado de trabalho e combater o extremismo e o terror, isolando a Síria e o Irã.   "As mudanças que eu discuti hoje não virão de maneira fácil - as mudanças nunca chegam assim O futuro está em suas mãos," disse Bush a uma platéia cética. Bush aconselhou os países árabes a "deixaram para trás seu velho ressentimento contra Israel," e "investirem agressivamente" no desenvolvimento do povo palestino.   "Muitas vezes, no Oriente Médio, a política consiste em um líder no poder e os opositores na prisão", disse Bush no encontro com centenas de líderes globais da política e dos negócios em um resort no Mar Vermelho. "Chegou a horas das nações na região abandonarem essas práticas e tratarem o povo com a dignidade e respeito que merecem".   O presidente dos EUA também reforçou sua intenção de apoiar um acordo de paz entre palestinos e israelenses até dezembro, ou seja, antes do fim de seu mandato. "Israel deve fazer duros sacrifícios para a paz e suavizar as restrições aos palestinos", destaca o discurso, que acrescenta que "os países árabes, especialmente os ricos em petróleo, devem aproveitar esta oportunidade para investir no povo palestino e superar velhos rancores em relação a Israel"."Apóio energicamente uma solução de dois Estados: uma Palestina democrática, baseada na lei e na justiça, que viva em paz e segurança junto a um Israel democrático", diz o discurso de Bush.   Ambições nucleares do Irã   Bush pediu aos países do Oriente Médio que se oponham às "ambições nucleares do Irã" e que ajudem o governo libanês a fazer frente ao grupo xiita Hezbollah. O presidente ainda acusou o governo iraniano de promover o terrorismo. "Todas as nações pacíficas da região têm interesse em se opor às ambições nucleares do Irã. Permitir que o principal patrocinador do terror do mundo consiga a arma mais letal seria uma traição imperdoável às gerações futuras".   "Em nome da paz, o mundo não deve permitir que o Irã tenha uma arma nuclear". "A Al-Qaeda, o (grupo xiita libanês) Hezbollah e o (movimento islâmico palestino) Hamas serão derrotados, já que os muçulmanos em toda a região reconhecem o vazio da visão terrorista e a injustiça de sua causa".   O presidente americano também reforçou seu apoio ao governo do primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, frente "aos terroristas do Hezbollah, que recentemente revelaram suas verdadeiras intenções pegando em armas contra o povo libanês". Para Bush, está "mais claro do que nunca" que as milícias do Hezbollah são o inimigo de um Líbano livre, e "todas as nações, especialmente os moradores da região, têm interesse em ajudar o povo libanês".   Matéria atualizada às 14h10.

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