Bush pede união de aliados árabes para enfrentar Irã

No Oriente Médio, presidente dos EUA diz que Írã é 'perigo' e precisar ser enfrentado 'antes que seja tarde'

AP

13 de janeiro de 2008 | 18h29

O presidente norte-americano George W. Bush disse, neste domingo, 13,  que o Irã está ameaçando a segurança mundial, e que os Estados Unidos e os aliados árabes devem se unir para enfrentar o perigo "antes que seja tarde". Bush afirmou que o Irã financia os extremistas e o terrorismo, solapa a estabilidade do Líbano, envia armas para o regime Talibã, intimida seus vizinhos com retórica alarmista e desafia a Organização das Nações Unidas ao se recusar em ser transparente em relação ao seu programa nuclear.    "O Irã está o maior patrocinador do terror no mundo", disse Bush em um discurso sobre democracia, realizado na metade de sua viagem de oito dias pelo Oriente Médio, que teve início com um novo impulso para um acordo de paz entre israelenses e palestinos, um acordo que, segundo Bush, "chegou a hora de ser concretizado".   Bush criticou aliados norte-americanos que desrespeitaram as liberdades civis, dizendo que governos nunca construirão confiança perseguindo e aprisionando candidatos e opositores que protestam contra o atual regime. Mas seu discurso foi generalista e ele não citou nenhum parceiro norte-americano na região por práticas opressivas. "Você não pode esperar que as pessoas acreditam na promessa de um futuro melhor quando elas são aprisionadas por questionarem seu governo pacificamente", Bush disse. "E você não pode manter uma nação confiante e moderna quando você não permite que as pessoas façam críticas legítimas", emendou.   O discurso de Bush, reiterando o pedido por democracia no Oriente Médio, foi realizado em um dos poucos países da região, os Emirados Árabes, onde a democracia não tem sido uma questão vital. Em outros países da região, especialmente o Egito, a luta entre ativistas democráticos e governos autoritários tem sido mais controversa e intensa.   O presidente elogiou reformas democráticas feitas entre as nações árabes. Ele pediu aos líderes árabes que apóiem o frágil governo iraquiano, abram suas sociedades e dêem apoio, e se possível financiamento, para auxiliar o acordo entre Israel e Palestina. "Chegou a hora de uma terra santa onde israelenses e palestinos vivem juntos em paz".   O presidente norte-americano também pediu que os palestinos rejeitem os extremistas, embora não tenha mencionado o grupo radical islâmico Hamas, que hoje controla a faixa de Gaza. Em relação ao Irã, Bush está tentando reduzir as preocupações dos aliados do Golfo Persa, nervosos em relação ao poder militar do Irã e sua influência na região. As preocupações dos aliados do golfo aumentaram depois do confronto, em seis de janeiro, entre navios militares norte-americanos e iranianos perto de sua costa, e querem a certeza de que Bush não quer uma nova guerra.   Qualquer ataque ao Irá, pode trazer retaliações contra bases militares em solo árabe ou trazer problemas ao lucrativo comércio de petróleo. "As ações do Irã ameaçam a segurança das nações", afirmou Bush, pedindo ao governo iraniano que seja mais responsável por seus cidadãos.

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