Bush promete um Estado palestino independente

Em reunião com Abbas, americano diz que 'quebra o seu coração' ver o potencial do povo palestino ser perdido

Agência Estado e Associated Press,

17 de maio de 2008 | 15h51

O presidente norte-americano, George W. Bush, disse neste sábado, 17, durante sua visita ao Egito, estar "completamente comprometido" em obter um acordo entre israelenses e palestinos até o final do ano. "Quebra meu coração ver o vasto potencial do povo palestino, realmente, perdido", disse Bush ao lado do presidente palestino, Mahmoud Abbas. Bush prometeu defender a definição de um território independente e disse que esta será "uma oportunidade para acabar com o sofrimento que atinge os territórios palestinos". Bush chegou ao Egito para discutir o processo de paz no Oriente Médio com o líder palestino Mahmoud Abbas, o presidente do Egito, Hosni Mubarak, e com o rei da Jordânia, Abdullah II. O Egito é a última parada de Bush durante sua visita de cinco dias ao Oriente Médio, que incluiu Israel e a Arábia Saudita. O presidente norte-americano reuniu-se primeiro como o presidente do Egito e disse que deseja deixar claro que sua defesa da paz no Oriente Médio é firme e que trabalhará duro para definir o estado palestino. A chegada de Bush ao Egito foi marcada por forte crítica pelos jornais do governo do país.  Bush e Abbas conversaram por quase uma hora antes de concederem breve entrevista. Durante sua visita a Israel na semana passada, para as comemorações do 60.º aniversário da criação do Estado de Israel, Bush não visitou nenhum dos territórios palestinos ou mencionou qualquer demanda palestina. Em uma cerimônia no Parlamento de Israel, quinta-feira, apenas disse que em 2068, nas comemorações do 120º aniversário de Israel, eles teriam como vizinho um estado palestino independente.   Outro tópico que dominou as conversações com Abbas foi a recente turbulência no Líbano, segundo Bush. A tensão entre o governo libanês e os líderes de oposição do Hezbollah é vista pelos Estados Unidos e por muitos no mundo árabe sunita como uma demonstração do desejo do Irã, controlado por xiitas, de aumentar sua influência na região. Bush disse que ele e Abbas estavam preocupados com "elementos radicais" que prejudicam do governo do primeiro-ministro libanês, Fuad Saniona, apoiado pelos Estados Unidos. Bush pretendia encontrar no domingo com Saniora, mas o evento foi cancelado. Sobre a elevação dos preços dos combustíveis, assunto de grande importância para os EUA, Bush disse que a modesta elevação da produção de petróleo anunciada na sexta pela Arábia Saudita "não resolve" o problema de abastecimento norte-americano. Bush reuniu-se ontem com o rei Abdullah, da Arábia Saudita.  Os Estados Unidos também "têm de agir domesticamente", afirmou Bush depois de reunir-se com o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai. Ele mencionou soluções domésticas, que são parte da agenda de sua administração, como o desenvolvimento de combustíveis alternativos, melhora dos processos de conservação e expansão da exploração doméstica. Ontem, a Arábia Saudita anunciou elevação de sua produção em 300 mil barris ao dia, para 9,45 milhões de barris ao dia. Abdullah disse não ver necessidade de oferta maior. Analistas consideraram o aumento simbólico, por representar apenas 3% do total da produção saudita.

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