Bush tem recepção menos calorosa no Kuwait que seu pai

População do país vê o presidente americano com cautela devido a suas políticas para o Oriente Médio

Agência Estado e Associated Press

11 de janeiro de 2008 | 16h46

Ao chegar ao Kuwait, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, não teve a mesma recepção calorosa recebida por seu pai há 15 anos, quando era considerado o herói da Guerra do Golfo pelos kuwaitianos. Não havia nenhuma celebração planejada nem uma multidão esperando Bush no aeroporto. A população do país, apesar de ainda ser grata a Washington por ter sido liberta da ocupação iraquiana durante a Guerra do Golfo, em 1991, vê o presidente americano com cautela, devido a suas políticas para o Oriente Médio.     Veja também: Bush encerra visita a Israel sem avanços Com segurança reforçada, Bush chega a Ramalhah No Oriente Médio, Bush volta a dizer que Irã é ameaça Bush e Olmert reafirmam compromisso para paz com palestinos   Quando o ex-presidente George H.W. Bush visitou o Kuwait em 1993, o clima de medo da ocupação do regime do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein ainda assombrava o país. Uma multidão aguardava o presidente americano no aeroporto para saudá-lo.   Com Bush filho, o clima em relação aos Estados Unidos mudou. Apesar do Kuwait ter sido o ponto de partida da invasão do Iraque em 2003 e de serem os únicos árabes a felicitar o enforcamento de Saddam Hussein em 2006, os kuwaitianos temem que a violência no Iraque invada suas fronteiras, principalmente depois que as tropas norte-americanas se retirarem do país. Além disso, o Kuwait vê com inquietação as tensões entre a administração de Bush e o Irã.   Dias antes da chegada de George W. Bush ao país, kuwaitianos escreveram cartas aos jornais, desejando boas-vindas ao presidente e aproveitando a ocasião para pedir que os kuwaitianos presos na Baía de Guantánamo sejam libertados. Para a professora de ciência política da Universidade do Kuwait, Haila al-Mekaimi, a diferença de clima entre as visitas de Bush pai e do filho não contrariam as boas relações entre Kuwait e EUA. Destaca, porém, "que o atual presidente norte-americano deve ouvir mais os pontos de vista dos seus aliados árabes".  

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