Bush visita a histórica fortaleza de Massada, em Israel

Americano está no país para a celebração dos 60 anos do Estado judeu e para acelerar o processo de paz

TABASSUM ZAKARIA, REUTERS

15 de maio de 2008 | 08h44

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, visitou nesta quinta-feira, 15, a fortaleza de Massada, construída no deserto na época dos romanos e vista hoje como símbolo da luta e do sacrifício do povo judeu contra o destino e os inimigos. Em seguida, Bush deve discursar no Parlamento israelense, como parte da celebração dos 60 anos do país. Segundo texto divulgado à imprensa, ele deve elogiar a existência de "uma vibrante democracia no coração da Terra Santa", mas mencionará de passagem as aspirações palestinas a um Estado próprio.   Veja também:   Em Jerusalém, Bush elogia laços entre EUA e Israel Um teleférico levou Bush até o topo do platô onde no ano 960 um grupo de homens, mulheres e crianças judeus preferiu cometer suicídio a se render às forças romanas que esmagavam uma rebelião na antiga Judéia.  Também na quinta-feira, sirenes soaram nos territórios palestinos como forma de marcar a "nakba" (catástrofe, como os árabes se referem à criação de Israel). Nas ruas de Ramallah, os transeuntes pararam para homenagear os 700 mil palestinos que foram expulsos ou fugiram em 1948 do território que hoje forma Israel.  "Há dois povos vivendo nesta terra amada --um celebra a independência, e o outro sente a dor pela lembrança da sua nakba", disse o presidente Mahmoud Abbas em discurso. "É hora de acabar a nakba do povo palestino." Em Massada, Bush e o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, percorreram as ruínas da fortaleza cor de areia, parando no sistema de recolhimento de água que permitiu a permanência dos resistentes judeus. No discurso no Parlamento, Bush não deve repetir a sua intenção de promover um acordo de paz que leve à criação do Estado palestino ainda durante seu mandato, que termina em novembro. Ele fará uma previsão de prazo mais longo, antevendo que dentro de 60 anos Israel vai comemorar seu 120o aniversário "como uma das maiores democracias do mundo", e que os palestinos "terão uma pátria com a qual tanto sonharam e que tanto mereceram". Dana Perino, porta-voz da Casa Branca, disse a propósito do discurso que "nada mudou" e que Bush continua "esperançoso" com a possibilidade de um acordo durante seu mandato.

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