Caças turcos bombardeiam bases curdas no norte do Iraque

Apesar do intenso ataque, apenas uma pessoa teria morrido; ações ofensivas devem continuar

Efe,

16 de dezembro de 2007 | 10h42

Vinte e quatro caças F-16 turcos bombardearam neste domingo, 16, bases dos combatentes do proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no norte do Iraque, incluindo a região das montanhas Kandil, onde está sua principal base, informou o Estado-Maior do Exército turco em comunicado. Após uma incursão aérea de quatro horas, as Forças Armadas turcas continuavam nesta madrugada sua ofensiva com bombardeio de artilharia. Segundo a nota, os aviões decolaram à 0h12 (20h12 de sábado em Brasília) de suas bases na província turca de Diyarbakir, e retornaram às 4 horas (meia-noite de Brasília), sem sofrer nenhuma baixa. Trata-se da maior operação militar do Exército turco no país vizinho, após ter obtido autorização do Governo de Ancara em novembro. O jornal Hürriyet, que cita fontes dos soldados curdo-iraquianos, informou que uma pessoa morreu nos bombardeios de hoje, mas por enquanto o PKK não fez qualquer declaração sobre o ataque. No entanto, a agência de notícias Dicle, próxima aos nacionalistas curdos, assegurou que pelo menos uma pessoa não vinculada ao grupo morreu e duas ficaram feridas, em bombardeios em vários povoados no norte iraquiano. No comunicado, o Estado-Maior precisa que "os alvos do PKK no interior do Iraque começaram a ser bombardeados à 1 hora (21 horas de sábado em Brasília) por aviões de combate das Forças Aéreas da Turquia em uma grande operação". "Depois de os aviões deixarem a região, a artilharia de longo alcance do Exército Turco começou a atacar alvos específicos na parte iraquiana da fronteira", informa a nota. O site do Hürriyet informou que os 24 F-16 que participaram da operação decolaram à 0h12 (22h12 de sábado de Brasília) da Base Aérea de Diyarbakir (a 400 quilômetros da fronteira sudoeste da Turquia). O Estado-Maior pediu que os jornalistas não entrassem na região onde aconteciam as operações por razões de segurança. Também ressaltou que a operação militar tem como alvo exclusivamente o PKK e que continuará em função da autorização dada pelo Exército e pelo governo.

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