Carro-bomba e foguetes explodem em Cabul antes de eleição

Um suicida bateu um carro com explosivos contra um comboio militar ocidental na capital do Afeganistão nesta terça-feira e um foguete do Taliban atingiu o terreno do palácio presidencial apenas dois dias antes da eleição presidencial.

HAMID SHALIZI, REUTERS

18 de agosto de 2009 | 10h06

Autoridades de um hospital militar afegão disseram à rede de televisão Tolo que sete pessoas morreram e ao menos 52 ficaram feridas na explosão do carro-bomba.

O detetive da polícia Abdul Ghafar Sayed-Zada disse que o alvo do atentado suicida era um comboio militar das tropas ocidentais que transportava comida, apesar de a maior parte das vítimas ser civis que passavam pelo local.

Um porta-voz da Força Internacional de Assistência e Segurança no Afeganistão (Isaf, na sigla em inglês), disse, no entanto, que combatentes estrangeiros estavam entre os mortos e feridos.

Com o presidente Hamis Karzai lutando pela reeleição, a votação também é um teste à estratégia do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de reforçar o conflito no Afeganistão em um esforço para reverter recentes ganhos do Taliban.

Militantes do Taliban juraram intensificar a luta e atacar os locais eleitorais, o que poderia danificar a legitimidade da eleição ao reduzir o comparecimento dos cidadãos.

Diversos foguetes pequenos explodiram durante toda a noite na capital e uma fonte da polícia disse que um deles causou estragos dentro do complexo do palácio presidencial fortificado. Um segundo ataque atingiu um quartel da polícia na capital. Nenhum deles fez vítimas.

Na província Uruzgan no sul, um suicida explodiu um posto de controle na fronteira, matando três soldados afegãos e dois civis. Enquanto isso, um candidato ao conselho provincial foi assassinado na província do norte Jowzjan.

A campanha eleitoral acabou oficialmente a meia-noite após um dia final de disputas em apoio a Karzai e seu principal rival, o ex-ministro das Relações Exteriores, Abdullah Abdullah.

Pesquisas de opinião pública mostram que Karzai provavelmente ganhará a eleição de quinta-feira, mas não com a maioria dos votos, o que requereria um segundo turno em seis semanas.

Abdullah, um oftalmologista civil, fez uma campanha energética, buscando apoio além de sua base no norte de maioria étnica Tajik.

As últimas pesquisas deram a Karzai 45 por cento dos votos, contra 25 por cento para Abdullah. Desde que as pesquisas começaram, Karzai tem conseguido parcerias de último minuto com alguns ex-líderes regionais, esperando que possa assegurar a vitória no primeiro turno.

(Reportagem adicional de Peter Graff e Paul Tait, em Cabul, Mohammed Hamed, em Kunduz, Mohammed Rafiq, em Jalalabad, e Ismail Sameem, em Kandahar)

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