Carro-bomba mata 25 e fere 115 em Bagdá, diz polícia

Este o quarto atentado em uma semana no bairro de Karrada; explosão transformou prédios em entulho

Paul Tait, REUTERS

26 Julho 2007 | 16h46

Um carro-bomba estacionado em um cruzamento do centro de Bagdá matou pelo menos 25 pessoas e feriu 115 neta quinta-feira, 26, e ainda há muitos outros corpos sob os destroços, segundo a polícia.A explosão transformou três prédios numa pilha de entulho. Foi o quarto atentado nesta semana no bairro de Karrada, predominantemente xiita.Forças dos EUA e do Iraque reforçaram as operações de segurança em Bagdá desde meados de fevereiro numa tentativa de conter a violência entre sunitas e xiitas. Apesar disso, a capital continua registrando violentas explosões.Os moradores jogaram as vítimas nos porta-malas de carros e nas traseiras de picapes e vans para levá-las ao hospital, enquanto a polícia tentava retirar os aterrorizados vizinhos.Pelo menos um prédio e vários carros se incendiaram. Breves rajadas de metralhadoras foram ouvidas logo após a explosão.Karrada, normalmente um dos bairros mais tranquilos de Bagdá, sofreu três explosões na segunda-feira, com 113 mortos.Também na quinta-feira, um carro-bomba havia matado sete pessoas e ferido 45 perto de um movimentado restaurante de kebabs em Kirkuk, 250 quilômetros ao norte de Bagdá.Paralelamente, os militares dos EUA disseram que cinco soldados foram mortos no Iraque nos últimos dois dias. Dois marines e um soldado do Exército morreram em combate na província de Diyala, ao norte da capital, na terça-feira. Outro soldado foi morto por armas leves na quarta-feira na zona sul de Bagdá.Ainda na quinta-feira, o comandante operacional dos EUA no Iraque, general Raymond Odierno, disse haver nos últimos três meses "uma melhora significativa na capacidade dos lançadores de morteiros e foguetes para fazerem disparos precisos contra a Zona Verde (área de Bagdá onde ficam prédios públicos e a embaixada dos EUA)".Ele atribuiu tal melhora a uma suposta ajuda iraniana a milícias xiitas no Irã. Teerã nega que essa interferência exista.(Reportagem adicional de Dean Yates em Bagdá)

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