Carro-bomba mata comandante militar do Hezbollah na Síria

Grupo libanês acusa Israel pelo ataque com um carro-bomba na capital da Síria na noite de terça-feira

Associated Press e Reuters,

13 de fevereiro de 2008 | 07h54

O grupo xiita libanês Hezbollah anunciou nesta quarta-feira, 13, a morte de um de seus principais líderes, Imad Moughniyah, em um atentado perpetrado na noite de terça, em que um carro-bomba foi detonado em um bairro residencial de Damasco, capital da Síria.   O Hezbollah, que conta com o apoio da Síria e do Irã, acusou o governo israelense de assassinar Moughniyah em um comunicado divulgado nesta quarta. Na nota, divulgada pela emissora Al-Manar, que é vinculada ao grupo, não foram especificadas as circunstâncias nem o local do atentado, apesar de tudo indicar que Moughniyah morreu em conseqüência da explosão de um carro-bomba em Damasco. O comunicado também não explicou a posição ocupada por Moughniyah no Hezbollah , embora anteriormente ele tenha sido identificado como o chefe dos serviços de inteligência do grupo.   Israel negou envolvimento no assassinato do comandante do Hezbollah Imad Moughniyeh num comunicado oficial divulgado nesta quarta após a acusação do grupo.    Segundo a BBC, a notícia foi recebida com satisfação por muitos líderes políticos israelenses, que consideram Imad Mughniyeh responsável pelos atentados de 1992 contra a embaixada israelense em Buenos Aires, que deixou 29 mortos, e de 1994 contra o centro da comunidade judaica, também na capital argentina, que deixou 85 mortos e cerca de 200 feridos. O deputado Itzhak Ben Israel, do partido de centro Kadima, afirmou que "o mundo deve abençoar a morte de Mughniyeh".   Silvan Shalom, líder do partido de direita Likud e ex-ministro das Relações Exteriores, disse que "não há dúvida de que a morte de Mughniyeh vai contribuir para a luta contra o terrorismo mundial".  O deputado Arie Eldad, do partido de extrema-direita Ihud Leumi, afirmou que "espera que a morte tenha sido provocada pelas forças de segurança de Israel, e os responsáveis devem ser parabenizados".   Líderes políticos de esquerda israelenses não comentaram a morte de Mughniyeh.   "Depois de uma vida repleta de jihads (guerras santas), sacrifícios e feitos, Imad Moughniyah morreu como mártir nas mãos dos sionistas israelenses", afirmou o Hezbollah, que lutou uma guerra de 34 dias contra Israel em 2006.   Damasco sofreu vários ataques nos últimos anos, de culpa atribuída a militantes islâmicos. Num deles, uma embaixada americana foi atingida, em 2006, deixando três atiradores e um guarda sírio morto. A explosão de uma bomba também acertou um veículo de um oficial palestino em 2006, que escapou da tentativa de assassinato.

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