Ceder locais sagrados seria 'erro fatal', diz Netanyahu

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ao Parlamento na segunda-feira que ceder o controle dos locais sagrados de Jerusalém seria um "erro fatal".

REUTERS

21 Maio 2012 | 19h28

A declaração sinaliza um endurecimento da tradicional posição israelense de reivindicar Jerusalém como sua capital "indivisível".

O Parlamento realizou um debate por ocasião dos 45 anos da conquista por Israel da parte oriental de Jerusalém, que os palestinos reivindicam como capital de seu eventual Estado. A comunidade internacional nunca reconheceu a anexação de Jerusalém Oriental por Israel.

"Quem propuser que peguemos o coração de Jerusalém, o Monte do Templo, e o retiremos das nossas mãos, e que isso iria trazer a paz, eu digo não só que isso é um erro, como um erro fatal", disse Netanyahu.

Segundo ele, os locais sagrados para o judaísmo, o islamismo e o cristianismo desfrutam de "uma maravilha de paz interreligiosa que é mantida graças à unidade de Jerusalém sob soberania israelense".

O Monte do Templo, dentro dos muros da Cidade Velha, é reverenciado pelos judeus como um lugar onde houve dois templos bíblicos. A área também abriga dois dos mais sagrados templos islâmicos, a mesquita de Al Aqsa e a Cúpula da Rocha.

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