Centenas protestam no Afeganistão contra morte de ex-presidente

Centenas de manifestantes marcharam na capital do Afeganistão nesta terça-feira, prometendo vingança pelo assassinato na semana passada do ex-presidente Burhanuddin Rabbani e acusando a agência de espionagem do Paquistão de envolvimento na morte.

HAMID SHALIZI, REUTERS

27 Setembro 2011 | 07h42

Sob segurança acirrada, o protesto de três horas passou sem violência, mas os manifestantes demonstraram a raiva, segurando cartazes com a imagem de Rabbani, que era o principal negociador de paz do país, e gritando "morte ao Paquistão, morte ao Taliban".

Eles culpam a Diretoria de Serviços Internacionais de Inteligência (ISI) pelo envolvimento na morte de Rabbani e a acusam de ter conspirado com o Taliban para desestabilizar o Afeganistão e atrapalhar o processo de paz.

"O ISI e o Taliban estão por trás do assassinato de nossos líderes, incluindo o assassinato do professor Rabbani", disse o estudante universitário Ahmad Tameem. "Vamos buscar vingança e queremos que nosso governa rompa laços com o Paquistão."

Rabbani foi morto em sua casa em Cabul na terça-feira passada por um homem-bomba que se passou por enviado do Taliban levando uma mensagem de paz da liderança sênior do grupo. A bomba estava escondida no turbante do homem e foi detonada quando ele abraçou Rabbani.

Na segunda-feira, a Diretoria Nacional de Segurança do Afeganistão (NDS) disse que havia prendido uma figura importante no assassinato e sugeriu que a liderança sênior do Taliban, o Quetta Shura, poderia estar envolvida.

A NDS afirmou que iria recomendar ao presidente Hamid Karzai durante encontro nesta terça-feira que levasse a investigação além das fronteiras do Afeganistão, onde, segundo a NDS, o assassinato de Rabbani foi planejado.

Mais conteúdo sobre:
AFEGANISTAOPROTESTOSRABBANI*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.