Chanceler da UE conversará com Irã na próxima semana

A chefe de Relações Exteriores da União Europeia, Catherine Ashton, terá dois dias de conversas com o negociador nuclear do Irã, Saeed Jalili, na semana que vem, as primeiras discussões de alto nível com Teerã sobre questões nucleares em 14 meses.

REUTERS

30 de novembro de 2010 | 12h30

O encontro ocorrerá em Genebra nos dias 6 e 7 de dezembro, disse um porta-voz de Ashton.

"Recebemos uma resposta formal das autoridades iranianas confirmando que Jalili concordou com a proposta de Catherine Ashton de um encontro em Genebra," disse o porta-voz.

"As conversas entre Ashton, em nome do E3+3, e Jalili ocorrerão na segunda e terça-feira da próxima semana."

Ashton tem o aval de Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha, França e Alemanha --frequentemente descritos como E3+3-- para negociar com o Irã. Serão as primeiras discussões de alto nível com o Irã desde outubro de 2009.

A expectativa é que o encontro em Genebra conte com a presença de representantes destes países.

As seis potências esperam que as discussões foquem o contestado programa nuclear de Teerã, mas o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad já disse repetidamente que a atividade iraniana de enriquecimento de urânio não será tema de negociações.

Ashton disse que todos os assuntos estarão sobre a mesa, mas também já indicou que espera que a conversa foque o programa nuclear, que o Ocidente acredita visar o desenvolvimento de armas nucleares, enquanto o Irã diz que tem objetivos pacíficos.

Diplomatas ocidentais não esperam necessariamente um avanço imediato com o Irã, mas dizem que se sentirão encorajados se for possível manter o diálogo com Teerã.

A pressão sobre o Irã para que retorne às negociações vem aumentando desde junho, quando a Organização das Nações Unidas impuseram ao país uma quarta rodada de sanções, com as medidas voltadas contra a liderança iraniana e também os interesses energéticos e de transporte marítimo.

Subsequentemente, os EUA e a União Europeia impuseram sanções ainda mais rígidas, atingindo as indústrias iranianas de gás e petróleo, limitando as transferências de dinheiro e o fornecimento de tecnologia dotada de capacidade que se suspeita possa ter utilização dupla.

O Irã vem minimizando a importância das sanções, mas há indicativos de que elas estão tendo impacto --entre eles, a queda substancial no valor do rial iraniano verificada neste ano.

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