Chanceler diz que Síria nunca teve reator nuclear

Israel alega ter destruído um reator no país em 2007; declaração aparece após visita da AIEA à Síria

Efe,

30 de junho de 2008 | 19h13

O ministro de Assuntos Exteriores da Síria, Walid al-Moalem, reiterou que seu país não construiu um reator nuclear em um lugar bombardeado por Israel no ano passado, embora tenha acrescentado que desejaria possuí-lo já que os israelenses "deram grandes passos na fabricação de bombas atômicas. As declarações do chefe da diplomacia síria foram feitas cinco dias depois que o inspetor chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e uma equipe de assistentes concluíssem uma visita de quatro dias à Síria.   Veja também: AIEA diz que investigações na Síria começaram bem   Na ocasião, não se revelou se a delegação conseguiu constatar a existência ou não de um reator nuclear na remota zona de Al-Kibar. "Como cidadão sírio, eu acho que se a Síria tivesse tido um programa secreto nuclear não teria permitido os inspetores da AIEA visitar o local", disse Moalem em coletiva de imprensa junto ao chanceler norueguês, Jonas Gahr Stoere, em visita a Damasco.   Mas, "como um cidadão corrente, eu gostaria que a Síria possuísse essa tecnologia, dado que Israel deu grandes passos na fabricação de bombas atômicas", ressaltou.   As autoridades sírias, que sustentam que o local é um estabelecimento militar em desuso, trataram a visita dos inspetores com um absoluto hermetismo e proibiram a entrada da imprensa estrangeira no país para cobrir o trabalho da equipe da AIEA.   O vice-presidente sírio, Farouk al-Shara, disse à rede de televisão do grupo xiita libanês Hezbollah, Al-Manar, que seu país permitiu aos inspetores visitar as instalações de Al-Kibar para demonstrar que as acusações dos EUA de que a Síria teria um programa nuclear são falsas.   Fora Al-Kibar, no entanto, os funcionários sírios disseram à equipe da AIEA que não permitiriam visitas a nenhum outro lugar, apesar de terem recebido uma solicitação da ONU que indicava que a visita deveria incluir outros três locais "suspeitos."   A visita da AIEA acontece em um momento muito delicado para a Síria e poderia minar as recentes conquistas diplomáticas do regime após um longo período de isolamento internacional.  

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