Chanceler israelense destaca momento crítico em visita de Blair

Segundo Tzipi Livni, enviado do Quarteto pode ajudar "a produzir grande avanço" rumo à criação da Palestina

Efe,

23 Julho 2007 | 16h03

A ministra de Relações Exteriores israelense, Tzipi Livni, afirmou nesta segunda-feira, 23, que a visita do enviado ao Oriente Médio do Quarteto de Madri, Tony Blair, ocorre em um "momento crítico" que pode marcar um ponto de inflexão na realidade do Oriente Médio.  Veja Também Blair faz visita em 'missão impossível' de paz   "É um momento crítico", e Blair, com sua vontade de fortalecer o governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e sua economia, pode ajudar "a produzir um grande avanço", afirmou a chanceler à imprensa após se reunir com o ex-primeiro-ministro do Reino Unido. Para Livni, "o caminho rumo à criação de um Estado palestino passa pela luta contra o terrorismo e a construção de uma infra-estrutura estável, assim como por um governo que aceite as condições da comunidade internacional, controle seu próprio território e evite que se transforme em uma fonte de perigo para Israel". O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Mark Regev, qualificou o encontro de "positivo" e disse que Livni expressou a Blair a importância da atual "oportunidade de aproximação com os palestinos". O enviado do Quarteto de Madri - integrado por Estados Unidos, ONU, União Européia e Rússia - reuniu-se com o vice-primeiro-ministro israelense, Haim Ramon, que lhe disse que "é hora de retomar o processo diplomático com os palestinos", segundo a rádio pública israelense. Ramon se mostrou convencido de que o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, promoverá este processo em breve. Blair, que chegou a Jerusalém vindo de Amã, onde se reuniu com o ministro de Relações Exteriores jordaniano, Abdul Ilah Khatib, encontrou-se ainda com o titular da Defesa de Israel, Ehud Barak. O ex-dirigente jantará na terça-feira, 24, com Olmert e visitará no mesmo dia Ramallah, onde se reunirá com o presidente da ANP e líder do movimento laico palestino Fatah, Mahmoud Abbas. A agenda em Israel inclui ainda encontros com o presidente Shimon Peres e com o líder da oposição, Benjamin Netanyahu, enquanto em Ramallah, além de Abbas, Blair conversará com o primeiro-ministro do governo interino da ANP, Salam Fayyad. Faixa de Gaza O enviado não viajará para a Faixa de Gaza, controlada desde meados de junho pelo movimento islâmico Hamas, o que gerou críticas deste grupo. No entanto, quando Blair foi nomeado, o Hamas criticou a escolha de um político tão identificado com a guerra do Iraque.  "Excluir o Hamas é excluir uma grande parcela da população palestina", disse nesta segunda-feira Fawzi Barhum, porta-voz do movimento islâmico na Faixa de Gaza. A visita não incluirá entrevistas coletivas, conforme o desejo de Blair de ter uma atuação discreta, afirmou a Embaixada britânica em Israel.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.