Chanceler israelense diz que não há chance de paz com a Síria

Avigdor Lieberman culpa presidente sírio pelas más relações entre os países

Reuters

11 de novembro de 2010 | 12h52

JERUSALÉM - O ministro de Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, disse nesta quinta-feira, 11, que não há possibilidade de concluir um acordo de paz com a Síria enquanto o presidente Bashar al-Assad estiver no poder.

"Apenas um hipocondríaco político diria que a Síria é um parceiro de paz, certamente sob a atual liderança", disse Lieberman, que lidera o partido ultranacionalista Yisrael Beitenu, principal parceiro na coalizão de direita que governa Israel.

O ministro fez os comentários durante uma visita às Colinas de Golan, um planalto estratégico tomado da Síria pelos israelenses durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967. O território foi anexado a Israel nos anos 1980, medida que não é reconhecida internacionalmente.

Lieberman estava entre os colonos que ocuparam a região, mas não concorda sempre com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Suas declarações ultranacionalistas já foram repudiados pelo líder israelense.

Lieberman é um duro opositor de qualquer extensão no congelamento da construção de moradias israelenses na Cisjordânia, que terminou em setembro e trouxe um impasse nos diálogos de paz mediados pelos EUA.

Durante sua visita às Colinas de Golan, Lieberman também acusou a Síria de ser "o centro do terror mundial", acrescentando que a sede do Hamas, que controla a Faixa de Gaza e tem apoio do Irã e outros grupos jihadistas, fica em Damasco.

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