Chanceler israelense diz que não haverá Estado palestino para 2012

Declarações podem atrapalhar negociações indiretas entre Israel e Autoridade Nacional Palestina

Associated Press

29 de junho de 2010 | 09h59

JERUSALÉM - O chanceler israelense Avigdor Lieberman disse nesta terça-feira, 29, que "não há possibilidades" de que se crie um Estado palestino para 2012, uma meta que fixaram os negociadores internacionais para um pacto o Oriente Médio.

 

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A palavras de Lieberman causaram consternação entre os palestino e poderiam ensombrecer uma nova visita do enviado especial de Washington para a região, George Mitchell, que deve reunir-se com palestino e israelenses nesta terça-feira para uma nova rodada de negociações indiretas.

 

"Como um otimista, eu não vejo chances de que um Estado Palestino seja estabelecido para 2012", disse Lieberman em uma conferência de imprensa com o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov. "Podemos expressar interesse, podemos sonhar, mas na realidade, ainda estamos longe de consentimentos e acordos para estabelecer um Estado independente para 2012".

 

O porta-voz da Autoridade Palestina, Ghassan Khatib, disse que as declarações do funcionário representam um desafio aos esforços da comunidade internacional.

 

Não ficou claro de Liberman estava expressando sua própria opinião ou a política de seu governo. Um porta-voz do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se recusou a comentar.

 

Lieberman é uma figura controversa por causa de seu apoio ao redesenho das fronteiras de Israel para forçar as áreas com grandes concentrações de árabes para fora de Israel e dentro da jurisdição palestina. Ele também lançou uma proposta fracassado no parlamento para forçar israelenses árabes a fazer um voto de lealdade ou perder sua cidadania.

 

As negociações entre palestinos e israelenses voltaram em maio depois de uma interrupção de 17 meses. Os palestinos insistira na mediação dos Estados Unidos, dizendo que eles estão frustrados pela recusa de Israel em parar todas as construções na Cisjordânia e na Jerusalém Oriental, terras que eles pedem para um futuro Estado juntamente com a Faixa de Gaza, governada pelo Hamas.

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