Ibraheem Abu Mustafa/Reuters
Ibraheem Abu Mustafa/Reuters

Chanceler palestino diz que disparos israelenses violaram trégua

Um homem foi morto por soldados israelenses perto da cerca de fronteira; 19 pessoas ficaram feridas

Reuters

23 de novembro de 2012 | 11h25

ROMA - O chanceler palestino, Riad Malki, disse nesta sexta-feira, 23, que a morte de um homem palestino por soldados israelenses perto da fronteira entre Gaza e Israel violou o acordo de cessar-fogo. Malki, falando durante encontro com o chanceler italiano, Giulio Terzi, em Roma, chamou o incidente de "uma clara violação do acordo e não deve se repetir".

O cessar-fogo mediado pelo Egito entre Israel e o movimento palestino Hamas, que governa a Faixa de Gaza, entrou em vigor na quarta-feira após oito dias de conflito.

Um porta-voz do Hamas também acusou Israel de violar a trégua, e disse que o grupo vai se queixar ao Cairo, que mediu o acordo. Uma porta-voz militar israelense disse que as Forças Armadas estão verificando o incidente.

Segundo fontes médicas, o palestino Anwar Qdeih, de 23 anos, foi baleado na cabeça ao se aproximar da cerca que demarca a fronteira, uma área que Israel há muito tempo declarou ser de acesso proibido à população de Gaza. Um parente do morto, presente no local, disse à Reuters que Qdeih pretendia colocar uma bandeira do Hamas na cerca. Ele acrescentou que um soldado de Israel havia feito três disparos para o alto antes de alvejar sua cabeça.

O cessar-fogo de quarta-feira havia interrompido uma ofensiva israelense que em oito dias deixou 163 palestinos mortos. Israel diz que decidiu atacar a Faixa de Gaza para interromper os disparos de foguetes contra o seu território. Seis israelenses morreram durante os confrontos.

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