Chávez diz que apoia governo líbio e chama Kadafi de 'amigo'

Em encontro televisionado, presidente venezuelano diz que informações da imprensa não são confiáveis

AE e AP

26 de fevereiro de 2011 | 17h39

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, cautelosamente está apoiando o líder e aliado Muamar Kadafi mas também está tentando manter uma distância segura da crise à medida que notícias informam as reações violentas do governo da Líbia contra os manifestantes.

 

Durante um encontro televisionado em seu gabinete, Chávez disse que não iria se apressar em fazer um julgamento tendo como base apenas as informações da mídia, que ele não considera confiáveis. Depois de reconhecer sua amizade com Kadafi, Chávez disse que ele não "aplaude" cada decisão feita por seus aliados ao redor do mundo.

 

Chávez declarou que ele tem laços fortes com líderes do mundo árabe e que ele era amigo de Kadafi. Ele disse também que "não poderia dizer que eu o apoio ou que eu estou a seu favor ou que eu aplaudo qualquer decisão feita por qualquer amigo meu. Mas eu apoio o governo da Líbia".

 

O presidente da Venezuela disse também que ele ainda não falou com Kadafi e tem mantido um silêncio prudente em relação à crise na Líbia porque ele acredita que as informações da mídia não podem ser confiáveis e que a imprensa já condenou imediatamente a situação. O comentário de Chávez foi em relação às notícias de que forças leais a Kadafi estariam matando manifestantes por toda a capital Trípoli.

 

A relação de proximidade entre Chávez e Kadafi levou a rumores no início desta semana que o líder líbio havia fugido para Venezuela. Kadafi tem o apoio de um pequeno grupo de líderes esquerdistas da América Latina, incluindo o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, o ex presidente cubano, Fidel Castro, e Chávez. As informações são da Dow Jones.

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