Chefe da Justiça do Irã rejeita pressão por execuções

Na semana passada, o Irã enforcou dois acusados de participarem dos protestos contra o governo

estadao.com.br,

01 de fevereiro de 2010 | 16h20

O chefe da Justiça iraniana, aiatolá Sadeq Larijani, disse nesta segunda-feira, 1, que não vai sucumbir à pressão política da linha dura para ordenar mais execuções de opositores no país. Segundo ele, as decisões serão baseadas na lei islâmica.

Na semana passada, o Irã enforcou dois acusados de participarem dos protestos contra o governo. "São demandas políticas contrárias à lei e à Sharia", disse Larijani, segundo o site de notícias do judiciário Dadsara. Alguns clérigos da linha-dura têm defendido mais execuções de manifestantes ligados à oposição.

Mais cedo, dois líderes oposicionistas do Irã convocaram seus partidários para protestos no dia 11 de fevereiro, aniversário da Revolução Islâmica de 1979, informou um site da oposição.

Segundo o site do Caminho Verde, uma reunião foi realizada entre os líderes Mehdi Karroubi e Mir Hossein Moussavi. No encontro, foram discutidas as duas execuções ocorridas na semana passada e os casos dos 16 manifestantes levados a julgamento no sábado.

"O grande número de prisões de ativistas políticos e estudantes universitários, a censura à mídia e as confissões forçadas de prisioneiros vão contra os princípios do Islã e da Constituição do Irã", disseram os líderes por meio de comunicado.

República Islâmica iniciou hoje as comemorações do 31º aniversário do triunfo da Revolução imersa em uma encruzilhada que vislumbra um futuro incerto em meio a pior crise política e social de sua história.

Tudo indica que a festa dos "dez dias da luz" pode perder o brilho neste ano pelas novas manifestações e enfrentamentos entre as Forças de Segurança e os grupos de opositores, que há sete meses protestam pela polêmica reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad e pela repressão do regime.

Com informações da Efe e da Reuters

Tudo o que sabemos sobre:
Irãprotestosoposição

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.