Mohammed Ameen/Reuters
Mohammed Ameen/Reuters

Chefe de bloco sunita vê 'autocracia sectária' no Iraque

Em editorial do 'New York Times, 'Iyad Allawi, do Al-Iraqiya, alerta para risco de nova guerra civil

Reuters

28 de dezembro de 2011 | 14h50

BAGDÁ - O chefe do bloco político Al-Iraqiya, que tem o apoio dos sunitas, afirmou que o Iraque está "à beira do desastre" e divulgou uma lista de exigências nesta quarta-feira, 28, em uma crise política desencadeada por acusações feitas contra o líder sunita.

O líder do Al-Iraqiya, Iyad Allawi, disse em um editorial publicado no jornal americano The New York Times, que o Iraque estava indo em direção a uma "autocracia sectária que carrega uma ameaça de uma guerra civil devastadora."

As tensões sectárias estão permeando o Iraque, dez dias depois da retirada das últimas tropas norte-americanas. O primeiro-ministro xiita, Nuri al-Maliki, pediu a detenção do vice-presidente sunita, Tareq al-Hashemi, acusado de comandar esquadrões da morte.

O comentário, escrito conjuntamente com as autoridades do Al-Iraqiya, Osama al-Nujaifi, o presidente do Parlamento, e Rafie al-Esawi, o ministro das Finanças, afirmou que os líderes do bloco estavam sendo "perseguidos e ameaçados pelo sr. Maliki, que está tentando nos expulsar da vida política do Iraque e criar um Estado autoritário de partido único."

A crise política, a mais grave no Iraque em um ano, ameaça o frágil governo de coalizão de Maliki, formado há um ano. A coalizão é uma aliança entre os blocos políticos xiita, sunita e curdo.

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