Chefe de missão da ONU diz que monitores foram atacados na Síria

O chefe da missão de monitores da ONU na Síria disse na terça-feira ao Conselho de Segurança que seus subordinados foram alvos de frequentes agressões populares e de disparos a curta distância na semana passada, antes da decisão de suspenderem suas operações, segundo diplomatas.

REUTERS

19 de junho de 2012 | 20h18

O general norueguês Robert Mood relatou em sessão fechada com os 15 países do Conselho pelo menos dez casos de intimidação aos cerca de 300 observadores militares desarmados na semana passada, disseram à Reuters diplomatas participantes, pedindo anonimato.

Mood disse que incidentes de "fogo indireto", com disparos atingindo pontos a uma distância de 300 a 400 metros dos observadores, eram diários, e que na semana passada nove veículos da missão, conhecida pela sigla Unsmis, foram encurralados ou danificados, segundo os diplomatas.

A missão de observação foi enviada pela ONU para fiscalizar a adesão a um cessar-fogo que foi declarado em 12 de abril na Síria, mas nunca chegou a ser cumprido. A ONU estima que pelo menos 10 mil pessoas, a maioria civis, tenham sido mortas pelas forças do governo sírio em 15 meses de repressão a protestos por democracia. Nos últimos meses, a rebelião ganha a adesão de grupos armados, e o país parece se encaminhar para uma guerra civil.

O chefe das missões de paz da ONU, Hervé Ladsous, também falou na sessão fechada do Conselho. "Mood e Ladsous basicamente disseram que a violência está se escalando e que as condições não foram atendidas no momento para permitir que a missão transcorra normalmente e com suficiente segurança", disse um diplomata.

(Reportagem de Louis Charbonneau)

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