Chefe dos observadores da ONU deixa Síria após fim da missão

O general Robert Mood deixou seu hotel em Damasco nesta quinta-feira para viajar a Genebra após a missão de monitoramento de 90 dias da ONU na Síria ter terminado, mesmo com a continuidade dos confrontos entre forças leais ao presidente Bashar al-Assad e rebeldes em partes da capital.

Reuters

19 de julho de 2012 | 11h59

O mandato dos observadores termina na sexta-feira e Rússia e China vetaram uma resolução votada no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, nesta quinta-feira, que o estenderia por 45 dias.

Foi a terceira vez que a Rússia, um aliado-chave do governo sírio, e a China usaram seu poder de veto para impedir resoluções do Conselho de Segurança que têm o objetivo de pôr pressão sobre o presidente sírio e pôr fim ao conflito de 16 meses que já matou milhares de pessoas.

"Eu saio satisfeito que eu, e cerca de 400 homens e mulheres corajosos, fizemos o nosso melhor, sob circunstâncias muito desafiadoras", disse Mood, que chefiou a missão da ONU, em entrevista coletiva no hotel Dama Rose.

"Para o bem do povo sírio, precisamos de liderança efetiva do Conselho de Segurança e uma união verdadeira em torno de um plano político que atenda as aspirações do povo sírio e que é aceito pelas partes", disse Mood.

"O governo e a oposição devem estar dispostos a fazer as concessões necessárias e sentar na mesa de negociações", acrescentou ele, dizendo que não havia esperança de que a crise possa ser resolvida através de confrontos.

Separadamente, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse na quinta-feira que estava alarmado com o aumento da violência na Síria, dizendo ter condenado veementemente o atentado em Damasco na véspera que matou o ministro da Defesa sírio e o cunhado de Assad.

Monitores da ONU, que foram incapazes de deter a violência, suspenderam as patrulhas em junho depois de repetidos ataques a comboios.

(Reportagem de Marwan Makdesi)

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