Chefes de facções libanesas rivais, Hariri e Nasrallah reúnem-se

O chefe do grupo xiita Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, reuniu-se com seu maior rival político, o líder da maioria sunita no Parlamento, Saad al-Hariri, pela primeira vez desde a guerra do Líbano contra Israel, em 2006, afirmou um comunicado na segunda-feira. Os dois foram adversários no conflito político que levou o país à beira de uma guerra civil antes de um processo mediado pelo Catar ter resultado na eleição de um novo presidente e na formação de um governo de unidade nacional. O encontro, que ocorreu na noite de domingo, marca um avanço histórico nas relações entre os dois adversários e deve aplacar as tensões antes do pleito parlamentar de 2009. "Houve uma afirmação da unidade nacional e da paz civil, além de ter sido abordada a necessidade de adotar todas as medidas possíveis para evitar a tensão, reforçar o diálogo e evitar conflitos independente das diferenças políticas existentes", disse o comunicado divulgado pelos dois lados. O canal de TV al Manar, do Hezbollah, colocou no ar imagens do encontro do qual participaram também assessores dos dois líderes. O comunicado disse ainda que Nasrallah e Hariri permaneceriam em "contato mútuo". A crise política chegou a seu ápice quando o Hezbollah e os aliados dele assumiram por um breve período de tempo o controle sobre metade de Beirute, detonando conflitos com seguidores de líderes rivais, entre os quais Hariri. Segundo o comunicado, o encontro foi "franco e aberto" e os líderes incentivariam o diálogo "adotando medidas para acalmar a situação nos meios de comunicação e nas ruas." Alguns dos rivais já haviam antes realizado esforços de reconciliação, mas a reunião de Hariri com Nasrallah foi vista como o mais significativo desses esforços. O comunicado disse também que os dois líderes estão comprometidos com a implementação do acordo mediado pelo Catar e que prevê a realização de um "diálogo nacional". O primeiro encontro desse processo ocorreu no mês passado. A próxima sessão do diálogo deve acontecer no dia 5 de novembro. (Reportagem adicional de Nadim Ladki)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.