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China aceita negociar base de sanções ao Irã na ONU, diz Reino Unido

Embaixador britânico na ONU diz que ainda é cedo para falar em datas para resolução

Efe

24 de março de 2010 | 16h55

A China aceitou discutir o fundamento da proposta de novas sanções ao Irã, que seriam impostas pela recusa do regime dos aiatolás em interromper o enriquecimento de urânio, disse hoje o embaixador do Reino Unido perante a ONU, Mark Lyall Grant.

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O diplomata afirmou que os representantes de Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha, que discutem a situação do Irã, realizaram hoje uma conferência telefônica na qual decidiram prosseguir com o diálogo sobre as sanções.

"Concordamos em seguir com as conversas sobre possíveis medidas na próxima semana", explicou Grant na saída de uma reunião do Conselho de Segurança. "Pelo que tenho entendido, (as autoridades chinesas) se mostraram de acordo em conversar sobre o fundo (das sanções)", completou.

Ao mesmo tempo, Grant advertiu que é "cedo demais" para falar de quando seria apresentado um projeto de resolução perante o Conselho de Segurança. "Isso será feito quando o projeto estiver pronto", apontou.

O embaixador britânico também disse que o diplomata chinês encarregado do 'dossiê iraniano' será, a partir de agora, o ex-embaixador adjunto de Pequim perante a ONU Liu Zhenminm que participou da negociação das rodadas anteriores sobre as sanções das Nações Unidas ao Irã.

Anteriormente, o novo embaixador da China na ONU, Li Baodong, preferiu não falar se Pequim abandonou a oposição às sanções e se está disposta a somar-se à postura dos países ocidentais.

"A China advoga há muito tempo pela diplomacia e agora colaboramos com outros membros e a comunidade internacional para achar uma solução pacífica para este assunto", disse o diplomata, que assumiu o cargo no começo de março.

Além disso, reiterou o compromisso da China com o atual regime internacional de não-proliferação, que, para ele, "é muito importante para conservar a paz e a estabilidade no Oriente Médio".

"As soluções apropriadas devem ser encontradas mediante o diálogo pacífico e a negociação", acrescentou.

As conversa dos secretários políticos de Assuntos Exteriores do grupo coincidiu com a videoconferência sobre o Irã e o Oriente Médio que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, teve com o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel.

Os quatro países apoiam a imposição de sanções ao Irã a aceitam as propostas internacionais para que o país enriqueça parte de seu urânio no exterior, o que apaziguaria os temores de que seu programa nuclear tenha fins militares.

As novas sanções defendidas por Washington e seus aliados focam nas atividades econômicas da Guarda Revolucionária e incluiriam uma proibição total de certas transações comerciais com o Irã.

Também ampliariam a lista de iranianos com ativos congelados no exterior e determinaria se eles seriam proibidos de viajar ou não, assim como os bancos iranianos com os quais não se poderia fazer negócio.

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