China ainda acredita em negociações sobre programa nuclear do Irã

País continua refutando sanções do Conselho de Segurança e pede solução diplomática

Efe

17 de março de 2010 | 10h31

GENEBRA - A China considera que ainda há espaço para negociar com o Irã diplomaticamente sobre o polêmico programa nuclear do país e rejeitou nesta quarta-feira, 17, a aplicação de mais sanções internacionais contra Teerã.

 

Assim declarou à imprensa o embaixador chinês no Escritório das Nações Unidas em Genebra, He Yafei, defendendo o diálogo para resolver as divergências. "Nós vemos uma porta aberta para o compromisso. A via da diplomacia não está fechada", disse Yafei.

 

O diplomata refutou a possibilidade da aplicação de sanções ao Irã por descumprir os compromissos com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). "Acreditamos na diplomacia, sanções não nos agradam porque sempre afetam as pessoas mais vulneráveis, as que mais sofrem", acrescentou o embaixador.

 

Yafei, entretanto, deixou claro que a China "não quer um Irã com armas nucleares". O chinês lembrou que, como Teerã é membro do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, teria que cumprir seus compromissos e, portanto, "não deveria desenvolver nenhuma capacidade que levará à obtenção de armas nucleares". O diplomata ainda ressaltou que seu país mantém e continuará mantendo o diálogo bilateral com o Irã para conseguir uma solução de consenso.

 

Direitos Humanos

 

Sobre a possibilidade de Teerã ser eleito membro do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Yafei respondeu que não comenta sobre países candidatos individualmente. "O Irã é um país-membro da ONU e tem o mesmo direito de qualquer outro a ser eleito. Não podemos 'rotular' um país por determinadas coisas, somos todos iguais", opinou.

 

Nesse sentido, o embaixador lamentou que o Conselho de Direitos Humanos, em sua opinião, "tenha o foco centrado demais nos temas políticos". O organismo deveria ter uma perspectiva mais ampla sobre os direitos humanos", finalizou.

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