Mian Khursheed/REUTERS
Mian Khursheed/REUTERS

China e Paquistão firmam acordos de até US$ 20 bilhões

Primeiro-ministro chinês estabelece parcerias e investimentos em áreas estratégicas

Agências,

18 de dezembro de 2010 | 09h06

 O primeiro-ministro da China, Wen Jibao, chegou na sexta-feira (17) ao Paquistão para assinar acordos econômicos e firmar parcerias comerciais com o país. O valor acordos econômicos firmados pelos dois países pode chegar a US$ 20 bilhões, segundo agências internacionais.

 

Jibao é o primeiro chefe de estado chinês a visitar o país - que desenvolve armamento nuclear - nos últimos cinco anos.

 

Entre os destaques do acordo está a ajuda de US$ 200 milhões que a China destinará ao Paquistão para ajudar na recontrução de estradas e pontes após a enchente. A China também investirá US$ 30 milhões no desenvolvimento do setor agrícola paquistanês.

 

A China também investirá no projeto Safe City Islamabad, que busca elevar a segurança da capital paquistanesa. US$ 195 milhões serão utilizados para equipar a cidade com câmeras, centros de controle e scanners gigantes na entrada das cidades.

 

Outros dois acordos promoverão investimentos em defesa, transportes e projetos de energia, como hidrelétricas, exploração de óleo e gás, energia alternativa. Há especulações de que a China poderá também estabelecer uma usina nucletar de um gigawatt no Paquistão.

 

Os acordos foram formalizados na manhã deste sábado (18) no Marriott Hotel em Islamabad, que foi palco de um atentado suicida à bomba que matou 60 pessoas em 2008.

 

O Paquistão considera a Índia seu principal aliado internacional e recebeu Wen Jibao com uma grande cerimônia. O primeiro ministro paquistanês, Yusuf Raza, aproveitou a visita do premiê chinês para inaugurar o Centro de Amizade Paquistão-China.

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