China insiste na diplomacia para questão nuclear do Irã

A China pediu na terça-feira a intensificação da atividade diplomática para resolver a tensão com o Irã por causa do seu programa nuclear, e alertou que sanções "não são o objetivo", apesar do ultraje ocidental com a intenção do país de construir dez novas usinas de enriquecimento de urânio, anunciada no domingo pelo Irã.

CHRIS BUCKLEY, REUTERS

01 de dezembro de 2009 | 09h36

Numa rara demonstração de irritação de Pequim com Teerã, a China apoiou na semana passada uma resolução da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU) condenando o sigilo que cerca as atividades nucleares iranianas.

Qin Gang, porta-voz da chancelaria chinesa, não descartou expressamente novas sanções da ONU ao Irã, mas seus reservados comentários sugerem que a China tem pouco interesse em confrontar um país que está na origem de 12 por cento do petróleo importado neste ano pelos chineses.

"Apoiamos a proteção do regime internacional de não-proliferação nuclear, e defendemos a resolução da questão nuclear iraniana por meio do diálogo e de negociações", disse Qin a jornalistas.

"Acreditamos que, nas atuais circunstâncias, as partes envolvidas deveriam continuar intensificando os esforços diplomáticos", acrescentou ele. "As sanções não são o objetivo."

O Ocidente acusa o Irã de tentar desenvolver armas nucleares, embora Teerã insista que seu objetivo é apenas gerar eletricidade com fins civis.

A China é membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, com direito a veto sobre eventuais sanções ao Irã. Pequim geralmente se opõe a embargos econômicos, e deseja proteger o fornecimento de petróleo e seus investimentos no Irã, mas sem entrar em atrito com o Ocidente por causa disso.

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