China pede que Irã preste atenção à comunidade internacional

Pequim, que pode vetar sanções na ONU, pede que Teerã tenha postura conciliatória em impasse nuclear

REUTERS

08 de novembro de 2007 | 07h52

A China aconselhou o Irã nesta quinta-feira, 8, a prestar atenção à preocupação da comunidade internacional com suas ambições nucleares e disse que Pequim tentará trabalhar com a Europa e a Organização das Nações Unidas (ONU) para aliviar a atual crise. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou na véspera que o programa nuclear de seu país é irreversível, desafiando pressões internacionais antes de possíveis novas sanções da ONU. Potências ocidentais afirmam que o país busca tecnologia para fabricar armas nucleares, mas Teerã nega a acusação e diz que suas intenções são pacíficas. Como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, a China tem poder de passar ou vetar quaisquer novas sanções contra o Irã, mas o país tem dito que as negociações devem ser o caminho para resolver o impasse. Reiterando tal posição a favor do diálogo, o porta-voz da Chancelaria chinesa mostrou, no entanto, crescente impaciência com Teerã, abertamente exortando o país a adotar uma postura mais conciliatória. "Exigimos que o Irã responda positivamente e preste atenção aos temores internacionais e adote uma atitude flexível para resolver o problema pacificamente, através do diálogo e da comunicação", disse Liu Jianchao a jornalistas quando questionado sobre os comentários de Ahmadinejad e as possíveis sanções. Liu não falou diretamente sobre sanções, afirmando somente que a China está "disposta a cooperar e se comunicar com as Nações Unidas e a União Européia para rumar para a direção correta". O Irã é o terceiro maior fornecedor à China de petróleo importado, atrás de Angola e da Arábia Saudita. Além disso, a China tem importantes investimentos no Irã.

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