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China se isolará se não apoiar sanções ao Irã, diz diplomata

Embaixador britânico em Pequim afirma que chineses serão prejudicados com proliferação nuclear na região

Reuters,

12 de março de 2010 | 12h53

A China corre o risco de se isolar caso não apoie as sanções do Conselho de Segurança contra o Irã por conta do polêmico programa nuclear deste país, disse nesta sexta-feira, 12, o embaixador do Reino Unido em Pequim.

 

"Não está nos interesses da China ficar isolada dos membros do Conselho de Segurança. Isso desgastaria o país internacionalmente", disse Sebastian Wood, dizendo que britânicos e chineses têm os mesmos objetivos para prevenir que o Irã produza armas nucleares. A declaração do embaixador ocorre antes da visita do secretário de Exteriores David Miliband a Pequim.

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"A China enfatizou a necessidade por um melhor engajamento e diplomacia e quer ver a situação resolvida em breve. Já usamos diferentes táticas nos últimos tempos, mas é uma discussão fluente. A China pode ser muito prejudicada com a proliferação nuclear em uma região instável", completou o diplomata.

 

Os recentes anúncios do Irã de que incrementaria seu programa nuclear alertou os membros do Conselho de Segurança, do qual faze parte EUA, Reino Unido, França, China e Rússia. O grupo, que ainda conta com a participação da Alemanha, negocia com os iranianos a troca de material nuclear seguro, mas pode optar pelas sanções caso o país continue sem cooperar transparentemente com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

 

As potências ocidentais acusam o Irã de manter o programa nuclear para fabricar armas de destruição em massa. Teerã, entretanto, alega que o processo de enriquecimento de urânio tem fins pacíficos.

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