China volta a defender diálogo para impasse nuclear iraniano

Diplomata britânico havia dito que Pequim concordara em negociar imposição de sanções

Associated Press

25 de março de 2010 | 11h55

A China voltou a defender as negociações e o diálogo para solucionar o impasse nuclear iraniano. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, Qin Gang, disse nesta quinta-feira, 25, que a posição chinesa sobre a questão é inequívoca.

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"Devemos usar todos os meios diplomáticos, baseados no diálogo e nas negociações, para obter uma solução pacífica", disse o porta-voz.

Na quarta-feira, uma fonte do Kremlin afirmou que a Rússia e a China, tradicionais aliados de Teerã, têm tentado convencer o país a aceitar a proposta da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)para enriquecer urânio fora do Irã, a fim de minimizar o risco do regime dos aiatolás desenvolver armas atômicas.

Horas mais tarde, o embaixador britânico na ONU, Mark Lyall Grant disse que o grupo dos seis, formado por EUA, Reino Unido, França, China Rússia e Alemanha, tinha concordado em impor sanções ao Irã, após uma teleconferência.

Segundo o embaixador, as autoridades chinesas teriam se mostrado de acordo em conversar a fundo sobre as sanções. Dos membros temporários do conselho de segurança, Brasil e Turquia também são contrários a punições e sustentam que ainda há espaço para o diálogo.

 

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